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21 documentos de segurança do trabalho que todo Profissional SST deve conhecer

Documentos de Segurança do Trabalho, uma das partes mais sensíveis e importantes e todo Profissional da área está acostumado com isso. Afinal, em praticamente todas as normas regulamentadoras são criadas exigências relacionadas a esses documentos.

Por isso, o Blog de Segurança do Trabalho da Escola da Prevenção criou esse post para tratar dos…

Documentos de segurança do trabalho mais importantes!

Segundo o Super Checklist de Documentação Obrigatória de SST, são mais de 200 documentos considerando todas as Normas Regulamentadoras.

Mas, como nenhuma empresa precisa seguir todas as normas porque algumas são setoriais, então, o número de documentos no total acaba sendo bem menor. Nesse texto vou apresentar uma seleção de 21 documentos de segurança do trabalho.

Tudo pronto? Vamos começar pelo começo: NR-01 que atende pelo nome de “DISPOSIÇÕES GERAIS E GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS”, que vamos abreviar por GRO.

Essa NR já nós traz pelo menos 5 documentos de segurança do trabalho importantes.

Documento 1 – Inventário de perigos e riscos do PGR

O inventário de perigos e riscos é um dos componentes do PGR, Programa de Gerenciamento de Riscos. Eu poderia considerar o PGR como um documento, mas como na verdade ele é constituído de 2 documentos, preferi colocar o inventário como um documento, e o plano de ação como outro. Os dois juntos formam o PGR.

Qual o conteúdo mínimo do inventário?

A estrutura do inventário pode variar muito, mas, no mínimo você precisa ter as colunas como na foto abaixo, que foi tirada do Modelo de inventário de perigos e riscos do PGR.

Documentos de segurança do trabalho - modelo de inventário de perigos e riscos do PGR

Colunas que precisam ter na sua planilha de inventário: função e atividade, perigo, lesões ou agravos, fontes ou circunstâncias, medidas de controle, severidade, probabilidade e nível de risco.

Em geral, as etapas do inventário do PGR contemplam:

  1. identificação dos perigos do ambiente, incluindo as possíveis lesões ou agravos à saúde, além da identificação das fontes e circunstâncias.
  2. levantamento das medidas de controle existentes, sejam elas administrativas, de engenharia, equipamento de proteção coletiva (EPC) ou equipamento de proteção individual (EPI).
  3. avaliação dos riscos (com indicação de severidade e probabilidade)

Depois de cumprir as 3 etapas acima, você vai fazer o plano de ação para resolver os principais problemas indicados na etapa de avaliação, e isso nos leva ao próximo documento.

Documento 2 – plano de ação do PGR

Vamos seguir nossa jornada sobre documentos de segurança do trabalho?

Se o inventário é o documento 1, logicamente o plano de ação é o documento 2. Todos os perigos/riscos avaliados como tolerável, moderado ou substancial precisam ter uma ação prevista no plano. Riscos triviais não precisam de ação. Enquanto que riscos substanciais é para interditar a atividade imediatamente, ou seja, nem perca tempo fazendo plano de ação.

A avaliação de riscos incluída no modelo acima é baseada na BS 8800, que é um modelo bastante usado no Brasil, especialmente útil em empresas de pequeno e médio porte, porque é eficaz e simples de usar.

Em termos de plano de ação, eu recomendo o plano de ação 5W2H.

Documento 3 – plano de resposta a emergências

Muitos profissionais SST pensam que, em se tratando de documentos de segurança do trabalho, a NR-01 fala apenas de PGR. Ledo engano! Como já mostrei no post chamado os 3 filhos do GRO que coloquei na nossa página no Facebook e reproduzo aqui abaixo, são 3 os documentos de segurança do trabalho que a NR-01 manda fazer.

Documentos de segurança do trabalho - ilustração - os 3 filhos do GRO
Os 3 filhos do GRO, segundo a NR-01

Também conhecido pela sigla PRE ou PAE (plano de ação de emergências). A NR-01 manda fazer 3 documentos essencialmente: PGR, PAE e AAT. No PAE ou PRE você deve descrever as ações no caso de emergências, de pequeno ou grande porte. Primeiros socorros, combate a incêndios, vazamento de químicos são exemplos de situações de emergência.

Você deve estar se perguntando o que é AAT? Veremos agora mesmo.

Documento 4 – análise de acidentes de trabalho (AAT)

Para simplificar eu uso a sigla AAT. As análises de acidentes já constavam nas NRs, como na NR-05. Entretanto, a nova NR-01 vigente desde 03/01/2022 colocou mais importância nesse tema.

Portanto, se prepare para ver cada vez mais as AAT nos seus documentos de segurança do trabalho, pois a NR-01 colocou mais ênfase nela!

Afinal de contas, as AAT são uma parte essencial do processo de gestão. Porque se houve um acidente ou adoecimento, é sinal que há um problema (falha), então é necessário rever o inventário e criar uma ação para resolver.

Outra detalhe, portanto fica esperto: houve alguma CAT emitida desde 03/01/2022? Pois bem, tem que ter feito a AAT. O auditor fiscal do trabalho vai pegar dessa forma.

Documento 5 – Ordens de serviço

Sim, a NR-01 manteve a obrigatoriedade das OS, como costumamos chamar. As empresas são obrigadas a elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos
trabalhadores sobre perigos, riscos e medidas preventivas.

Muito bem, você viu que os documentos de segurança do trabalho 1 até 5 são citados na NR-01, ou seja, todas as empresas precisam ter esses documentos de segurança do trabalho.

Antes de irmos ao documento 6, só uma observação. A NR-01 chama-se “disposições gerais e gerenciamento do risco ocupacional”, que vou simplificar por GRO. Apenas quero te chamar atenção para um ponto. GRO não é documento. GRO é a norma que manda fazer 3 documentos: PGR, AAT e PRE, ok?

Se quiser conhecer melhor o GRO recomendo o ebook GRO/PGR Comentado.

Documento 6 – Comprovante de inscrição no CNPJ

Quando você estiver trabalhando ou prestando serviço em uma nova empresa ou cliente, não esquece de dar uma olhada no site da Receita Federal. Joga lá o CNPJ (cadastro nacional da pessoa jurídica) da empresa para descobrir algumas informações essenciais, em especial, as atividades econômicas primárias e secundárias da empresa.

Consultar o CNPJ no site da Receita é etapa essencial na preparação de documentos de segurança do trabalho

Essas informações serão necessárias em muitos documentos de segurança do trabalho, como você irá descobrir mais adiante.

E isso nos leva ao próximo documento.

Documento 7 – CNAE primário e secundário

Ao consultar o CNPJ no site da Receita você vai descobrir os CNAE primário e secundário. Nem toda empresa tem o secundário, mas todas devem ter o primário. CNAE significa cadastro nacional de atividades econômicas.

Ele é muito importante na área SST porque é com ele que você vai dimensionar o SESMT. SESMT significa serviço especializado em saúde e medicina do trabalho. Falaremos disso daqui a pouco.

Com o CNAE você irá descobrir o grau de risco do estabelecimento. E, cruzando o grau de risco com a quantidade de funcionários irá descobrir quantos profissionais precisa ter no SESMT. Tudo isso é detalhado na NR-04 “SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO”.

Documento 8 – Registro do SESMT

O SESMT pode ser composto pelas seguintes profissões:

  • Técnico em Segurança do Trabalho
  • Engenheiro de Segurança do Trabalho
  • Auxiliar de Enfermagem do Trabalho
  • Enfermeiro do Trabalho
  • Médico do Trabalho

O cálculo da quantidade de cada um desses profissionais que a empresa deve contratar para montar o SESMT é chamada de “dimensionamento do SESMT”. Após montar o SESMT, é obrigatório registrá-lo, conforme prevê a NR-04:

“4.17 Os serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho de que trata esta NR deverão ser registrados no órgão regional do MTb.
4.17.1 O registro referido no item 4.17 deverá ser requerido ao órgão regional do MTb e o requerimento deverá conter os seguintes dados:
a) nome dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho;
b) número de registro dos profissionais na Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho do MTb;
c) número de empregados da requerente e grau de risco das atividades, por estabelecimento;
d) especificação dos turnos de trabalho, por estabelecimento;
e) horário de trabalho dos profissionais dos Serviços Especializados em Engenharia de
Segurança e em Medicina do Trabalho.”

Portanto, esse registro é um dos documentos de segurança do trabalho que considero importante. Vai que tem um erro no dimensionamento. É prudente dar uma conferida.

Documento 9 – Acordos ou convenções coletivas

O que é isso? Este documento identifica os pontos negociados entre empregador e sindicato, identificando parâmetros mínimos de atendimentos além das normas vigentes.

Acordos ou convenções coletivas
Consulte os acordos ou convenções coletivas, caso existam

Nele você identifica como são tratadas as questões de insalubridade, periculosidade, distribuição de uniforme e EPI, CIPA entre outros aspectos de segurança e saúde.

Algumas normas regulamentadoras inclusive citam os acordos ou convenções coletivas caso sejam mais restritivos. Em outras palavras, se a convenção prevê uma medida preventiva mais rígida que a NR, o que vale é a convenção. Então é essencial dar uma olhada nisso!

Documento 10 – Registro das inspeções de Auditores Fiscais do Trabalho

A empresa já foi inspecionada no passado? Se sim, quais foram as não conformidades detectadas pelos auditores? Tem alguma ação que precisa ser executada para resolver alguma pendência?

Analisando esses registros você observará se a empresa já sofreu fiscalização, notificação, auto de infração ou até mesmo embargo ou paralisação.

Agora vamos falar um pouco sobre CIPA, afinal estes são alguns dos documentos de segurança do trabalho importantes!

Documento 11 – Dimensionamento da CIPA

O dimensionamento da CIPA em 2022 ficou mais simples: basta cruzar o grau de risco (o mesmo usado para dimensionar o SESMT) e a quantidade de funcionários. A tabela de dimensionamento da CIPA anteriormente era enorme, agora se resume a uma pequena tabela, como você pode ver abaixo.

Tabela para dimensionamento da CIPA

Não se esquece. Deve-se manter uma memória do cálculo do dimensionamento da CIPA.

Documento 12 – Documentos do processo eleitoral da CIPA

São documentos do processo eleitoral da CIPA: edital de convocação, comunicado ao sindicato, relação de empregados inscritos na eleição, lista dos funcionários eleitos ou indicados, etc.

Documento 13 – Registros do funcionamento da CIPA

São registros que comprovam o devido funcionamento da CIPA: atas de reunião, revisão do processo de identificação de perigos/riscos (não precisa mais ser obrigatoriamente o mapa de riscos), lista de presença nas reuniões, etc.

Documento 14 – Documentação relacionada a EPI

Chegou a hora de olharmos para os EPIs. Verifique se já existe uma tabela definindo EPI por função ou algum procedimento que especifique os mesmos. É importante que a especificação dos equipamentos de proteção não fique apenas no conhecimento do técnico.

Caso não exista tal documento, coloque em sua lista de prioridades.

Documentação sobre EPIs

Verifique também como é realizada a distribuição dos equipamentos, se todas as entregas estão sendo registradas em formulário padrão, seguindo os aspectos da NR-06 ou se não existe sistemática de entrega definida.

A forma de entrega varia de empresa para empresa, caso a responsabilidade não fique com o SESMT, defina como dever ser feita e audite periodicamente.

Documento 15 – PCMSO e ASO

PCMSO significa programa de controle médico de saúde ocupacional e ASO é o atestado de saúde ocupacional. Ambos são documentos de segurança do trabalho previstos na NR-07.

O PCMSO é de responsabilidade do médico do trabalho. É imprescindível que o PCMSO esteja integrado com o PGR, veja:

“7.5.1 O PCMSO deve ser elaborado considerando os riscos ocupacionais identificados e
classificados pelo PGR.”

Eles devem apresentar os mesmos cargos avaliados e os mesmos riscos. Tenha atenção se as atividades em altura, espaço confinado, operação de máquinas motorizadas, energia elétrica, etc, apresentam exames complementares descritos no documento.

Avalie se o atestado está de acordo com o PCMSO, e se apresenta as informações básicas definidas na NR-07. Você não precisa olhar um a um. Oriente o departamento pessoal do padrão necessário e audite periodicamente para saber como está funcionando.

Documento 16 – Relação de máquinas e equipamentos

O inventário de máquinas e equipamentos não é mais obrigatório. Mas você há de concordar comigo que não há como fazer uma boa gestão sem uma lista minimamente organizada, indicando as máquinas presentes na empresa.

Não existe mais um modelo de inventário, mas, caso não tenha tal lista, organize uma tabela simples no própria Excel, indicando o nome das máquinas, se tem manual ou não, em que setor está, quem é responsável pela operação, se foi treinado ou não, se está adequada a NR-12 ou não, etc.

Documento 17 – Análise Ergonômica

Segundo a Wikipedia, “Ergonomia é a disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema, e também é a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema.”

Portanto, nada mais coerente de termos uma norma regulamentadora para atentar para essas questões, e estamos falando da NR-17 – Ergonomia! A ergonomia baseia-se em muitas disciplinas em seu estudo dos seres humanos e seus ambientes, incluindo antropometria, biomecânica, engenharia, fisiologia e psicologia.

Análise ergonômica do trabalho

A NR-17 vigente a partir de 2022 facilitou nossa vida com o advento da Análise Ergonômica Preliminar. Ou seja, o Profissional SST pode fazer um levantamento preliminar e somente solicitar a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) completa nos casos que julgar necessário. Uma boa fonte de informações são os registros de acidentes e adoecimentos. Veja se há registros de LER ou DORT.

Documento 18 – Inventário de Espaços Confinados

A NR-33 diz que é obrigatório a empresa “identificar os espaços confinados existentes no estabelecimento”. Portanto eu te pergunto: a empresa tem isso? Existem várias medidas na NR-33 que são administrativas, e, sem um inventário, fica impossível trabalhar.

E lembre-se, todos os espaços confinados precisam estar identificados.

Documento 19 – inventário de produtos químicos e FISPQ

O almoxarifado deve ter uma relação de todos os produtos em estoque.

Este controle é essencial para:

  • avaliar se o PGR contempla todos os produtos químicos envolvidos na operação,
  • verificar se estão disponíveis as FISPQ de todos os produtos,
  • identificar aqueles que são inflamáveis, definindo procedimentos e local, forma e quantidade de armazenamento,
  • avaliar se as embalagens e rótulos utilizados estão em conformidade à norma técnica vigente,
  • auxiliar na especificação das medidas de controle e
  • elaborar treinamento sobre a manipulação dos respectivos produtos.

Documento 20 – controle e programação de treinamentos

A área de SST deve definir todos os treinamentos obrigatórios e necessários por função e/ou por atividade, baseado na legislação vigente e necessidades da empresa. Este documento é fundamental para a gestão de SST da empresa. Geralmente, qualquer empresa bem organizada, dispõe da matriz de treinamento entre seus documentos de segurança do trabalho.

Documento 21 – LTCAT

LTCAT significa laudo técnico das condições ambientais do trabalho. É o único documento da nossa lista que não está previsto na legislação trabalhista, mas sim, na previdenciária. Por isso decidi deixar por último, mas ele também é muito importante.

Porque muitas empresas acabam tendo problemas também na legislação previdenciária, por exemplo, por não emitir o PPP que é de entrega obrigatória a todos os trabalhadores no momento da recisão do contrato de trabalho.

E para fazer o PPP é necessário usar dos dados do LTCAT.

(obs: a partir de 28/03/2022 mudou o modelo de PPP, saiba mais no post Novo PPP)

Por fim sua prioridade é atender a legislação trabalhista e previdenciária garantindo que além de não haver acidentes e doenças ocupacionais a empresa não terá sanções junto aos órgãos competentes.

Com certeza eu deixei muitos documentos de segurança do trabalho de fora. Meu objetivo aqui é passar pelos mais importantes. Mas, como eu disse no início, a lista é imensa. Espero que esse texto tenha contribuído. Qualquer comentário pode ser enviado pelo nosso WhatsApp.

Abraço!

Autores: Herbert Bento e Victor Costa (primeira publicação em 2015 e atualizado em 2022)

Dicas de leitura adicional

Site do GOV com todas as normas regulamentadoras

Para aprender ainda mais

Modelo de inventário de perigos/riscos do PGR

Ebook GRO/PGR Comentado

Super Checklist de Documentação Obrigatória de SST

Análise Custo-benefício na SST

Já ouviu falar em análise custo-benefício?

Esse é o tema do Conteúdo SST de hoje!

Trata-se de uma análise que os gestores da empresa deveriam fazer o tempo todo.

A imagem que ilustra esse post é bastante didática.

Temos um gráfico onde no eixo Y temos os custos.

No eixo X temos o grau de segurança.

Então, nesse gráfico temos 3 linhas.

A primeira linha na cor VERDE representa os custos com a segurança. 

Quanto maior o grau de segurança, maior o custo da empresa com a SST. 

É uma relação diretamente proporcional. 

Até aqui tranquilo.

A segunda linha na cor AZUL é o custo dos acidentes.

Quanto maior o grau de segurança, menor é o custo dos acidentes. 

É uma relação inversamente proporcional. 

Até aqui tranquilo.

Agora vamos entender a terceira linha.

Nessa linha, vamos somar o custo dos acidentes com o custo da segurança do trabalho.

Essa é a curva na cor LARANJA.

Observe que ao fazer isso, temos uma curva na forma de U .. ou seja

 … temos um ponto ÓTIMO, indicado no gráfico pela letra A.

E é aqui que a cabeça de muitos Profissionais SST vai “bugar”.

Existe um nível ótimo de investimento em SST

E esse nível não é onde o risco é zero!

O risco zero será 100% o grau de segurança, mas não se investe até chegar a esse ponto.

Perceba que mesmo no ponto mínimo da curva LARANJA ainda haverão acidentes ou adoecimentos.

E é assim mesmo.

A própria área SST não trabalha com risco zero, mas sim um risco aceitável.

Um estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho demonstrou como pequenas e médias empresas se beneficiaram de investimentos em SST.

Por exemplo:

Um empresa do setor de construção investiu em treinamentos sobre a postura  correta para

levantar pesos,  exercícios de levantamento de equipamento, lembretes sobre técnicas

seguras de levantamento de pesos, e outros incentivos.

O resultado foi  redução das dores  lombares e das baixas por doença devido a dores lombares 

A empresa recuperou o investimento em 2,16 anos.

Outra empresa, do setor de gestão de resíduos, investiu em melhorias nos EPI e EPC para reduzir acidentes causados por escorregões e e tropeções.

Como resultado, os índices de acidentes caíram 20%, recuperando o investimento em 1,3 anos.

O que eu quero deixar de reflexão para você hoje é: 

Será que você está sabendo demonstrar para a empresa os benefícios do investimento em SST?

Pense nisso!

Sabia que eu tenho um grupo silenciado no WhatsApp que recebe meus Conteúdos SST?

Pois é!

Se gostou do conteúdo de hoje e não quer perder nada, entre lá!

O link é :

http://escoladaprevencao.com/grupo

Gostou deste artigo sobre análise custo-benefício?

Veja também:

Vou revisar o PPRA, então não vou fazer PGR

TST deve aplicar advertência?

A inspiração para fazer esse artigo veio do colega JS que é membro do meu grupo no WhatsAPP, o GEST. Vou colocar só as iniciais do nome dele para preservar a privacidade.

Olha o que o JS compartilhou conosco lá no GEST:

“… um motorista não respeitou a sinalização de transito e colidiu com outro veículo. Agora vão descontar os reparos do mesmo e querem que eu aplique uma advertência nele.”

O que vamos discutir nesse artigo é se o TST deve aplicar advertência.

Depois que ler o artigo não esquece de colocar sua opinião aqui embaixo nos comentários.

Ao ler o comentário do JS eu fiquei pensando:

Será que o funcionário que causou o acidente não possui gerente?

Por que o gerente deste funcionário junto com o gestor de Recursos Humanos não poderia ter dado essa advertência?

Por que será que pediram para o Técnico de Segurança?

Para não correr o risco de escrever bobagem aqui, eu fui conferir o CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) do TST:

  1. Elaborar e participar da elaboração da política de SST.
  2. Implantar a política de SST.
  3. Realizar auditoria, acompanhamento e avaliação na área de SST.
  4. Identificar variáveis de controle de doenças, acidentes, qualidade de
    vida e meio ambiente.
  5. Desenvolver ações educativas na área de SST.
  6. Participar de perícias e fiscalizações.
  7. Integrar processos de negociação.
  8. Participar da adoção de tecnologias e processos de trabalho.
  9. Gerenciar documentação de SST.
  10. Investigar acidentes.

Por enquanto, nenhum sinal de advertência.

Vamos investigar melhor o item 5 que trata de desenvolver ações educativas.

“DESENVOLVER AÇÕES EDUCATIVAS NA ÁREA DE SST

  1. Identificar as necessidades educativas em SST.
  2. Promover ações educativas em SST.
  3. Elaborar cronograma de ações educativas de segurança e saúde do
    trabalho.
  4. Elaborar recursos e materiais didáticos de ações educativas de
    segurança e saúde.
  5. Interagir com equipes multidisciplinares.
  6. Disponibilizar material e recursos didáticos.
  7. Formar multiplicadores.
  8. Implementar intercâmbio entre técnicos de segurança do trabalho.
  9. Difundir informações.
  10. Utilizar métodos e técnicas de comunicação.
  11. Avaliar ações educativas de segurança e saúde.
  12. Participar dos programas de humanização do ambiente de trabalho.
  13. Orientar órgãos públicos e comunidade para o atendimento de
    emergências ambientais.
  14. Participar de ações emergenciais.”

Bem, seguimos sem nenhum sinal de advertência.

E de fato, não tem que ter.

Não é papel do TST aplicar advertência.

Na minha opinião, ao pedir para o TST aplicar a advertência nesse caso, o RH está fugindo de sua competência.

Na situação relatada, o gestor direto do funcionário em conjunto com o RH poderiam cuidar disso, sem usar o TST como “bucha”.

Deixa-se o TST numa situação “pior” com o empregado enquanto quem deveria de fato agir “faz de bonzinho”.

Infelizmente, muitas empresas tem essa cultura, e é difícil mudar. Mas, há de se lutar para mudar isso.

E você, qual a sua opinião? O TST deve aplicar advertência? Existe alguma situação que você já viveu onde fez sentido isso?

Digite nos comentários.

Vídeo BÔNUS

O que é um diálogo de segurança?

Se você é um profissional da área de saúde e segurança ocupacional, ou se já se interessou por essa área, é provável que já tenha ouvido falar no diálogo de segurança, mas afinal, o que é isso?

Nesse artigo (ou no vídeo que está também aqui) você vai aprender o que são os diálogos de segurança e como eles podem ajudar na redução dos acidentes e  adoecimentos relacionados ao trabalho.

Os diálogos de segurança são rápidas reuniões que acontecem, geralmente, antes do início dos turnos de trabalho.

Algumas empresas praticam os diálogos diariamente, daí vem a sigla DDS que quer dizer diálogo diário de segurança.

Outras empresas podem preferir fazer semanalmente, daí usasse a sigla DSS para Diálogo Semanal de Segurança.

Mas a sigla que cada empresa decide usar não importa, o importante são os benefícios que a prática dos diálogos de segurança vai trazer.

Poderíamos dizer que o jeito mais tradicional de fazer DDS é mesmo antes do início do turno e com rápida duração.

A ideia é pegar o trabalhador, bem no início do turno e já chamar a atenção dele para:

1) a importância de fazer as tarefas com atenção

2) conversar sobre os riscos que aquelas atividades podem trazer

3) falar da importância do foco no trabalho, deixando os problemas fora da empresa, pois sabemos que distrações podem levar a acidentes

4) falar sobre a postura adequada

O DDS também é uma oportunidade para o supervisor do turno, olhar no rosto de cada trabalhador e perceber qualquer sinal da pessoa não estar em pleno uso das suas faculdades e identificar qualquer tipo de problema psicológico.

Geralmente, com 5 a 10 minutos já é suficiente para tudo isso.

A boa prática manda que abra-se um canal de comunicação, entre a pessoa que está dando o DDS e o trabalhador, por isso se chama diálogo e não monólogo.

Então dê também uma chance para o trabalhador fazer perguntas, ele pode apontar problemas na produção que talvez a empresa não estava ciente, é uma ótima oportunidade de receber feedback do trabalhador.

Outra dica é variar os temas dos DDS. Você não pode ficar todo dia falando a mesma coisa, sempre os mesmos assuntos, porque fica monótono e repetitivo.

Então procure trazer assuntos diversos e não precisa ser só segurança no trabalho, você pode trazer dicas de saúde, falar de temas ambientais, ergonomia, tem uma diversidade de assuntos que podem ser usados.

Outra dica que eu te dou é usar um site chamado DDS Online.

Neste site você se cadastra lá e vai receber toda semana sugestão de temas de DDS que você pode copiar e usar, é bem legal e é gratuito esse serviço.

Mas e você, que outras práticas de saúde e segurança você conhece e recomenda? Deixe aqui seu comentário? 

Um abraço e sucesso pra nós!

Fim do PPRA? Nova NR-38?

Será que a modernização das NRs vai levar ao fim do PPRA?

Talvez, mas não se assuste tanto. Afinal, crise e oportunidade andam lado a lado.

Recentemente eu inventei a seguinte frase postada no meu grupo no WhatsApp (GEST):

“O endereço da Oportunidade é na Rua da Crise, 22”.

Se você está olhando para as mudanças e vendo oportunidades, esse artigo é para você.

Leia e entenda!

Esse artigo foi escrito no mês de setembro de 2019, enquanto está em consulta pública os novos textos da NR-07, NR-09 e também uma provável nova NR intitulada Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Considerando que hoje temos até a NR-37, caso o PGR vire norma, pode ser que tenhamos a nova NR-38.

Nesse artigo vamos analisar alguns pontos interessantes dos textos que estão em consulta pública no Participa. E, como se trata de consulta pública, tudo pode mudar.

PGR substitui o PPRA?

Se o título da NR-09 realmente for alterado para “Agentes ambientais” e se no seu corpo não aparece a palavra “programa”, então eu entendo que o programa de gestão da SST deixará de ser o PPRA e passará a ser o PGR.

Será o fim do PPRA para nascer o PGR.

Dessa forma a NR-09 ficará “com cara” de higiene ocupacional e deixará de ser um “programa”.

O que deve conter no PGR?

“7.2. O PGR deve conter, no mínimo, os seguintes documentos:

a) Inventário de Riscos;

b) Plano de Ação”

Análise de riscos ganha mais peso

Análise de riscos hoje é obrigatório em algumas atividades como trabalho em altura, espaços confinados, trabalho com inflamáveis, entre outros.

Porém, com o novo PGR, a análise de riscos passa a ser necessária em todas as atividades como forma de reconhecer os riscos e definir medidas preventivas.

Inventário de riscos

“4.3. Os dados das avaliações dos riscos devem ser consolidados em documento denominado Inventário de Riscos.”

As empresas terão que fazer inventários de riscos. Da mesma maneira como se faz o inventário de máquinas e equipamentos ou o inventário de espaços confinados.

O que deve constar no inventário de riscos?

“4.3.1. O Inventário de Riscos deve contemplar, no mínimo, as seguintes informações:

a) caracterização sucinta dos processos e ambientes de trabalho;

b) caracterização das funções e atividades;

c) critérios adotados para avaliação dos riscos e tomada de decisão;

d) dados disponíveis relativos a monitoramentos de exposições a agentes ambientais, de acidentes e danos à saúde relacionados ao trabalho;

e) descrição dos riscos, com identificação dos trabalhadores expostos, fatores determinantes dos riscos e das medidas de controle existentes;

f) avaliação dos riscos, incluindo sua estimativa e classificação em termos da importância para fins preventivos.”

Matriz de risco

O PGR traz o conceito de matriz de risco.

Isso antes nunca havia sido mencionado em Norma Regulamentadora, embora já exista em outras normas internacionais.

Então é a primeira vez que o conceito é aplicado em NR.

“4.2.7. Para cada risco deve ser indicado o nível de risco.

4.2.7.1 O nível de risco deve ser determinado pela combinação da severidade dos possíveis danos com a probabilidade ou chance de sua ocorrência, utilizando-se matrizes de risco ou outros procedimentos equivalentes, a critério do empregador.”

Empregados X Trabalhadores

Outro fato que chama a atenção é que no texto do PGR não encontramos nenhuma vez a palavra “empregados” mas sim “trabalhadores”.

Ou seja, independente da relação contratual (CLT, terceirizado, etc), todos que trabalham na empresa estão contemplados.

Inclusive, o texto proposto deixa claro que não importa a natureza jurídica do contratado:

“8.1.1. A dispensa da obrigação de elaborar o PGR não alcança a organização contratante do MEI, que deverá incluí-lo nas suas ações de prevenção e no seu PGR.”

Tratamento diferenciado ao MEI

Bem ao final do texto, temos:

“Tratamento diferenciado para MEI, ME e EPP

8.1. O microempreendedor individual – MEI está dispensado de elaborar o PGR.

8.1.1. A dispensa da obrigação de elaborar o PGR não alcança a organização contratante do MEI, que deverá incluí-lo nas suas ações de prevenção e no seu PGR.

8.2. Serão expedidas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho fichas com orientações sobre as ações de prevenção a serem adotadas pelo MEI.

8.3. As microempresas e empresas de pequeno porte, observado o disposto no item 1.7.1 da NR1, que optarem pela utilização de ferramenta de avaliação de risco a ser disponibilizada pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, poderão estruturar o PGR considerando o relatório produzido por esta ferramenta e o plano de ação.”

Depois que leu esse artigo, ainda tem medo do fim do PPRA? Será que o seu provável substituto, o PGR, será mais eficiente na prevenção?

Formulário de investigação de acidentes: tutorial

Esse texto é um guia para o preenchimento de formulário de investigação de acidentes.

Por que fazer investigação de acidente?

A investigação de acidente é muito importante para evitar recorrência, ou seja, para evitar que o acidente aconteça de novo.

Sempre que acontecer um acidente, é de suma importância iniciar imediatamente a investigação para que evidências importantes não sejam perdidas.

Isso para mim já seria motivo suficiente, mas, se for necessário, vou te dar dois argumentos baseados na legislação: investigar acidente de trabalho é dever do SESMT e da CIPA!

( se duvida de mim dá uma olhadinha na NR-04 e NR-05 )

Use esse material gratuito para fazer sua investigação de acidente.

Muito bem, sem mais delongas, vamos ao que interessa.

A seguir vou destrinchar o documento em várias partes e comentar sobre cada uma em separado.

1 e 2 – dados iniciais e do acidentado

Nesse momento inicial você deve identificar o acidentado e o acidente. Informe data e hora do acidente, local de ocorrência, se houve óbito, nome, matrícula, função, etc.

Como fadiga (após longas horas de trabalho) e distração (logo no ínicio do turno) são causas comuns, anote também após quantas horas de trabalho ocorreu o acidente.

3 a 6 – Atendimento médico

Aqui você vai dar dados que serão fornecidos pela área médica.

Indique que tipo de cuidados foram tomados, qual a área do corpo foi tratada, que medidas de primeiros socorros foram tomadas, se foi levado para hospital, e também estimativas de quantos dias haverá de afastamento se for o caso.

Informe também se há alguma restrição para o retorno ao trabalho e se há necessidade de mudança de função.

7 a 10 – descrição do evento

Na segunda página, nos campos 7 a 10, temos a etapa mais descritiva do formulário.

Faça uma descrição sucinta, mas sem esquecer detalhes relevantes.

Indique os fatores que contribuíram para a situação, ou seja, qualquer fator que tenha contribuído para o fato.

Relate se houve algum desvio em relação a procedimentos existentes. Em outras palavras, o acidentado trabalhou conforme os procedimentos e mesmo assim ocorreu o acidente? Se não, de que maneira ele desrespeitou o procedimento?

Se houve desvio de procedimento, por que motivo ocorreu o desvio.

Você pode usar entrevistas com testemunhas. Pode também buscar vídeos no sistema interno de segurança, se houver.

formulário de investigação de acidentes

11 – onde houve a falha

Nesse campo, marque um ou mais elementos onde pode ter ocorrido a falha.

12 – resultado da investigação

Nesse campo você deve apontar as causas do acidente, com base em tudo que foi registrado anteriormente.

13 e 14 – registro de perdas

Registre as perdas que o acidente trouxeram. É importante evidenciar os prejuízos causados, para também reforçar a necessidade da próxima etapa que é a das ações.

15 e 16 – ações pós investigação

Esses campos talvez sejam os mais importantes.

Afinal, para que se faz a investigação?

Para entender detalhadamente e corretamente o que ocorreu, para então, melhorar o método de trabalho de forma que um acidente futuro não volte a ocorrer.

Então aqui deveremos registrar as ações que iremos tomar, e também o responsável e o prazo de implementação.

Muito importante também registrar como as ações serão auditadas para verificar se foram de fato implementadas.

17 a 19 – encerramento

Muito importante registrar os profissionais que participaram da investigação. Caso consultores externos tenham sido usados também pode-se registrar aqui.

Você deve datar o relatório. Havendo a necessidade de uma revisão caso surja um novo dado no futuro, poderá ser arquivado como anexo posteriormente.

Lista de Treinamentos de Segurança do Trabalho

Quantos treinamentos de segurança do trabalho (SST) existem? Essa simples pergunta não tem uma fácil resposta. Por isso agora vamos te apresentar a nossa lista de treinamentos de segurança do trabalho.

Dar treinamentos é uma das atividades mais frequentes para o profissional da área de SST.

É também uma das mais rentáveis.

Segundo uma enquete que fiz com alguns colegas, o instrutor pode receber até R$ 1.000 por dia.

Os valores variam de acordo com:

  • a experiência do profissional;
  • a quantidade de alunos;
  • a carga horária; e
  • o tema do treinamento.

Muitos profissionais e empresas prestadoras de serviço dão treinamentos. Em alguns casos isso é parte relevante do seu faturamento.

Curiosamente, apesar dessa realidade, não havia no Brasil um livro específico sobre esse tema.

Foi por isso que lançamos o livro Treinamentos Obrigatórios – Fique em dia com a Lei Trabalhista.

Lista de Treinamentos de Segurança do Trabalho
Livro Treinamentos Obrigatórios

Enquanto eu, o Ederson Deda e a Ana Paula escrevíamos o livro, acabamos tendo que enfrentar a tarefa de produzir a lista de treinamentos de Segurança do Trabalho.

E é exatamente essa lista que vou compartilhar com você aqui agora.

Mas como eu disse no início, fazer essa lista não é uma tarefa simples.

Então, se você tiver qualquer comentário, fique a vontade. O campo de comentários fica ao final dessa página.

Nós não somos os donos da verdade, então, sua contribuição na forma de comentário será muito bem vinda.

Lista de Treinamentos de Segurança do Trabalho

A seguir está a lista. Achei interessante também indicar, entre parênteses, em que capítulo do nosso livro está o treinamento. Cada capítulo encontra-se subdividido em: base legal, quem deve fazer, qual a carga horária, qual o conteúdo do treinamento, quem pode ministrar, como dever ser a reciclagem, além de informações extras.

  • Treinamento de Integração de Segurança (Capítulo 1)
  • Treinamento de Cipeiros (Cap. 2)
  • Equipamentos de Proteção Individual (Cap. 3)
  • Primeiros Socorros (Cap. 4)
  • PPRA (Cap. 5)
  • Eletricidade (Cap. 6)
  • Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais (Cap. 7)
  • Máquinas e Equipamentos (Cap. 8)
  • Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações (Cap. 9)
  • Atividades e operações insalubres (Cap. 10)
  • Ergonomia – Operadores de checkout (Cap. 11)
  • Construção Civil (Cap. 12)
  • Explosivos (Cap. 13)
  • Inflamáveis e combustíveis (Cap. 14)
  • Trabalho a céu aberto (Cap. 15)
  • Proteção contra incêndio (Cap. 16)
  • Resíduos industriais (Cap. 17)
  • Sinalização de segurança (Cap. 18)
  • Trabalho Portuário (Cap. 19)
  • Trabalho Aquaviário (Cap. 20)
  • Trabalho Rural (Cap. 21)
  • Serviços de saúde (Cap. 22)
  • Trabalho em Espaço Confinado (Cap. 23)
  • Construção e reparação naval (Cap. 24)
  • Trabalho em Altura (Cap. 25)
  • Abate de Processamento de Carne (Cap. 26)
  • Mineração (Cap. 27)

Como já dissemos aqui, se você deseja dar sua opinião sobre essa lista, digite nos comentários logo aqui embaixo.

Para acessar as Normas Regulamentadoras atualizadas, recomendamos os links oficiais do Governo Federal.

Como Montar Cronograma de Treinamentos

Não é nenhum mistério que empresas são processadas o tempo inteiro por não oferecerem condições adequadas de trabalho.

Isso sem mencionar os problemas gerados para os colaboradores que, em situações mais sérias, podem ter sequelas permanentes ou ainda virem a óbito.

Nesse sentido, ter treinamentos regulares de segurança do trabalho não é só uma forma evitar processos, mas sim de empoderar o colaborador de sua própria segurança através do conhecimento.

O treinamento em segurança do trabalho é uma prática obrigatória em praticamente todas as empresas, independente do setor.

A obrigatoriedade deles são definidas pelo Ministério do Trabalho e estão dispostas em Normas Regulamentadoras.

Vale enfatizar que os treinamentos não são meramente feitos para cumprir uma obrigação legislativa. A integridade física e psicológica do funcionário deve estar sempre em primeiro lugar.

O objetivo desse texto também é ajudar a montar um cronograma de treinamentos anual, voltado não só para a área de segurança do trabalho, mas também para área correlatas, como saúde e meio-ambiente.

Sem mais delongas, agora nos aprofundaremos mais no mundo dos treinamentos de segurança no trabalho, sua importância, e como organizar isso anualmente.

O QUE É O TREINAMENTO EM SEGURANÇA DO TRABALHO?

O nome é bastante autoexplicativo, contudo vamos abordar o que é o treinamento em segurança do trabalho para que não reste nenhuma dúvida a respeito da temática.

Consiste em um treinamento com todos os colaboradores que estão expostos a determinado risco.

Haverá a explanação sobre esses riscos e sobre as metodologias que devem ser aplicadas para que esses riscos não se tornem acidentes.

Sua função é promover conscientização aos colaboradores a respeito da importância de seguir as regras de segurança da empresa e também da legislação vigentes.

E também para gerar o entendimento que, muitas vezes, a segurança dele está em suas próprias mãos.

Afinal, as essas regras foram criadas por um motivo, certo?

O trabalhador necessita ser sensibilizado para o risco que está correndo assim como para a necessidade da utilização do equipamento destinado a eliminar ou diminuir o risco.

Um dos exemplos mais emblemáticos são operários dentro de uma construção que se recusam a usar capacete ou mesmo o cabo de segurança quando trabalhando em altitudes.

Por isso temos a real necessidade da prática constante do treinamento em segurança do trabalho.

POR QUE TREINAMENTOS SÃO IMPORTANTES?

Ao fazer um calendário de treinamento em segurança do trabalho, a empresa está se propondo a fazer uma troca de conhecimento com os seus funcionários.

É uma maneira, fácil, rápida e “barata” de levar o conhecimento a respeito da segurança no trabalho para todos os funcionários.

Também uma ótima forma de receber um feedback dos mesmos a respeito de suas atividades.

Além disso, essa atividade, que aparentemente é bem simples, contudo, é muito importante para a construção de uma cultura de segurança, além de outros benefícios que veremos a seguir.

BENEFÍCIOS DOS TREINAMENTOS

A prática do treinamento em segurança do trabalho acarreta diversos benefícios para a empresa e seus funcionários:

  • Padronização de hábitos

Sem a padronização dos hábitos dos funcionários dentro do regulamentado pela empresa não há como garantir a segurança.

Isso quer dizer que o trabalho deve ser executado sempre da mesma maneira?

Ou mesmo que o trabalho será monótono?

A resposta para a primeira pergunta é sim. Para a segunda é talvez. Mesmo que o trabalho se torne monótono, pois deve-se respeitar um conjunto de regras rigorosas, a alternativa é muito mais perigosa, concorda?

Além de que, todos os processos de trabalho foram (ou pelo menos deveriam) ser pensados sempre com a segurança do funcionário em primeiro lugar.

Falhar em seguir esses procedimentos padronizados é se colocar em risco.

  • Conhecimento

O treinamento gera conhecimento.

Mesmo que seu funcionário fosse leigo no assunto, logo estará mais interessado na própria segurança.

Além disso, quando sensibilizado ao problema, o colaborador estará apto a identificar problemas de segurança que podem ter passados despercebidos, evitando assim acidentes.

O empoderamento causado pelo conhecimento também permite que o funcionário tenha compromisso com seus direitos e deveres, fazendo-o capaz de analisar suas próprias tarefas e escolher qual a melhor maneira de evitar/minimizar os riscos agregados.

  • O desenvolvimento de uma cultura de segurança

Quando há uma cultura de segurança no ambiente de trabalho todos os funcionários estarão atentos a eventualidades.

Os hábitos de trabalho, nesse cenário, colocam a segurança em primeiro lugar e elimina as possibilidades de um trabalho “feito de qualquer jeito”.

A segurança também agrega qualidade, pois garante que os processos estão sendo desenvolvidos como foram inicialmente planejados.

  • Evitar encargos trabalhistas

O treinamento em segurança do trabalho é uma obrigação legal do empregador, ou seja, caso não o faça o mesmo terá problemas com os órgãos regulamentadores.

Especialmente se, por ventura, algum funcionário vier a se acidentar.

  • Maior credibilidade da empresa

Uma empresa que investe tempo na criação e manutenção de uma cultura de segurança demonstra que esse item não é visto como a execução de uma ordem legal, mas sim um valor para com seus funcionários e também para com o meio ambiente.

  • Custos versus produtividade

A padronização dos hábitos, a criação de um ambiente uma cultura de segurança e a execução correta das atividades aumentam bastante a produtividade dos funcionários.

Eles sentem-se seguros em desempenhar suas funções, sabendo que o risco de sofrerem um acidente é muito baixo – e em cenários perfeito chaga a ser nulo – conseguindo fazer mais no mesmo tempo.

Todos esses fatores fazem com que os indivíduos se sintam em casa dentro da empresa na qual trabalha, cria engajamento e, também, um relacionamento, podendo diminuir até a rotatividade de funcionários.

COMO PLANEJAR O CRONOGRAMA DE TREINAMENTOS ANUAL

Bem, o planejamento não é a parte mais complicada.

Primeiramente deve-se identificar os riscos existentes dentro do ambiente empresarial, seja ele um escritório, uma construção ou um hospital.

Todos esses ambientes têm riscos agregados e devem ser devidamente identificados por um profissional capacitado.

Após isso, é necessário pensar em soluções corretivas ou minimizadoras dos riscos identificados.

A ordem das ações deve ser dos maiores riscos para os menores, uma vez que, caso fatalidades aconteçam, os maiores têm maior probabilidade de causar sérios problemas aos funcionários.

Esse cenário é facilmente visualizado quando comparamos riscos de curto prazo – a exemplo de técnicos em elétrica lidando com fiações sem o tipo de luva adequado – a riscos de longo prazo – como o desenvolvimento de L.E.R.

Isso não quer dizer que o de menor risco deve ser deixado de lado, muito pelo contrário, só estabelece uma ordem na qual esses devem ser solucionados.

Quando colocamos isso em um cronograma, estamos estabelecendo prioridade.

Agora que o “básico” está pronto, podemos pensar nas abordagens que se pode usar para solucionar os riscos do ambiente de trabalho.

Isso pode se dar através de palestras sobre as soluções em segurança, infográficos, simulações, entre outras abordagens.

Vale ressaltar que cada empresa é tão única quanto seus funcionários, então, não existe uma fórmula mágica.

Cada grupo responde de determinada forma às intervenções e é importante contar sempre com o feedback desses para que as mesmas sejam ajustadas de maneira a serem mais efetivas.

Para facilitar a sua vida, disponibilizamos um modelo de cronograma de treinamentos. Clique no link para abrir um nova aba, para conhecer.

Montar o documento que contem o cronograma das ações não é nada difícil e pode ser realizado até em uma planilha de Excel como foi demonstrado.

EXEMPLOS DE TREINAMENTOS

  • Treinamento de integração: esse é executado com os novatos e serve para deixá-los informados sobre todas os procedimentos da empresa (ou da área que irão atuar);
  • Treinamento de conscientização: esse serve para funcionários que já estão na empresa, contudo, por algum motivo, não aderiram as práticas de segurança da mesma;
  • Análise de risco: nesse treinamento, os funcionários são capacitados para identificar possíveis riscos em suas atividades diárias, podendo, assim, criar artifícios para neutralizá-los ou amenizá-los;
  • Ergonomia no trabalho: trata de como o funcionário deve posicionar o próprio corpo ao utilizar seu instrumento de trabalho, seja um simples computador ou uma retroescavadeira.

TREINAMENTOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO MAIS COMUNS

  • Higiene do trabalho;
  • Psicologia do trabalho;
  • Segurança em instalações e serviços em eletricidade (NR-10);
  • Equipamentos de proteção individual (NR-06);
  • Segurança e saúde no trabalho em espaços confinados (NR-33);
  • Trabalho em altura (NR-35); dentre outros.

Apesar de esses estarem na lista dos treinamentos mais comuns em empresas, não estão limitados a essa temática.

Essas ações podem incluir qualquer ação específica que diminua riscos e gere conscientização.

Gestão de Mudanças e o Banco do Tenente

(O texto a seguir é de autoria de Luiz Carlos De Martini, da De Martini Ambiental.)

Olá,

Em um quartel militar do Rio de Janeiro havia um banquinho no meio do campo de futebol. Ninguém sabia o motivo, apenas que foi ordem de um tenente e bastava isto para que fosse obedecida, pois ordem é para ser cumprida.

Dias, meses, anos se passaram e os soldados nunca mais puderam jogar bola por causa do banco do tenente. Até que um dia, chegou um coronel transferido para este quartel, onde já havia trabalhado anos atrás, e esclareceu o motivo: quando ele era tenente, no seu último dia de trabalho neste quartel, mandou pintar um banco e colocar para secar no meio do campo de futebol, onde o sol batia forte e não havia ninguém para sentar no banco recém-pintado.

Eu trabalhei muitos anos em uma indústria petroquímica, onde o Wilson, Supervisor de Produção, sempre contava esta historinha de seu tempo de recruta para ilustrar que algumas rotinas poderiam não ser as mais corretas, mas simplesmente formas de trabalhar que foram alteradas sem controle e passaram a ser feitas automaticamente, esquecendo-se da situação inicial.

Sempre que aparecia uma situação potencialmente questionável em relação ao trabalho ou processo, o Wilson bradava: “Isto é banco de tenente!”.

Por exemplo, um equipamento de secagem operava com a temperatura tão elevada que provocou queimaduras nos trabalhadores expostos. A investigação dos acidentes concluiu que, apesar da tecnologia de secagem determinar uma temperatura menor do que a praticada, os operadores aumentaram a temperatura no equipamento de secagem, pois eles preferiam determinadas condições mais cômodas e fáceis para a operação, porém prejudiciais do ponto de vista de segurança do trabalhador e consumo de vapor para aquecer o equipamento.

Esta forma, aparentemente adequada, era um “banco de tenente”, ou seja, uma alteração do processo produtivo que pode até gerar resultados, mas com custos desnecessários.

Neste caso, o retorno à condição original de operação, teve custo zero de implantação, pois foi só diminuir a temperatura do secador, e apresentou benefícios imediatos, com a eliminação do perigo que provocou danos aos trabalhadores e redução do consumo de vapor.

Um modo de investigar a existência de um “banco de tenente” é priorizar a busca de critérios e atividades não previstas na tecnologia do processo e que ocorrem por desvios das condições padrões estabelecidas, ou seja, por motivos variados, as condições de execução da operação são diferentes das condições concebidas originalmente.

O questionamento da maneira de se fazer um determinado processo, e as respectivas modificações necessárias, muitas vezes não são novidades para muitas empresas, mas, por diversos motivos particulares de cada uma, não são postos para funcionar, e assim, os “bancos de tenente” vão se perpetuando.

Mas como evitar que apareçam novos “bancos de tenente”?

A Gestão de Mudanças constitui uma ferramenta indispensável em empresas com Sistemas de Gestão Integrada e garante a realização da análise do impacto da mudança sobre a segurança de processo, meio ambiente e segurança ocupacional, antes da introdução dessas mudanças.

Antes de qualquer modificação deve ser feito um planejamento de modificações, como alteração ou melhoria, inclusive em caráter experimental e que abranja um ou mais dos seguintes assuntos:

  • Procedimentos operacionais que envolvam alterações temporárias ou permanentes de fornecedor de matéria-prima, equipamentos ou tecnologia;
  • Nova tecnologia ou alteração na tecnologia vigente;
  • Mudança nas operações e equipamentos que envolvam alteração da tecnologia, layout ou ampliações;
  • Desenvolvimento de novos produtos ou serviços.

É fundamental que o planejamento de modificações seja feito por uma equipe multidisciplinar, reunindo especialistas nas áreas de segurança de processo, meio ambiente, segurança do trabalho, engenharia e qualidade do produto.

Exemplificando, no planejamento de uma determinada mudança também deve ser consultado o engenheiro de segurança ou o técnico de segurança, que avaliará as interferências da modificação sob a ótica da segurança e saúde do trabalhador.

Infelizmente, em muitas ocasiões o profissional de segurança do trabalho só toma conhecimento da mudança depois que a mesma já foi implantada, quando os custos para correção são inviáveis ou de difícil execução. Neste caso, até imagino como o Wilson diria: “Xiiii… Mais um banco de tenente!”.

Antes de modificar seu processo, consulte a De Martini Ambiental que tem experiência comprovada em Gestão de Mudanças.

AUTOR: Luiz Carlos De Martini Jr.

Desde que seja citada a fonte, o autor permite a reprodução, em qualquer meio, de trechos ou da íntegra deste informativo, sem necessidade de autorização prévia.

Leitura adicional recomendada: Como fazer a empresa investir em segurança do trabalho?

Gestão da SST

O profissional de segurança do trabalho deve saber atuar de forma gerencial, administrando a segurança do trabalho.

A essa atuação, chamamos de gestão da segurança do trabalho.

É um tipo de conhecimento que foge do conhecimento básico ensinado nos cursos de formação.

Por isso o profissional deve procurar se qualificar também nessa área.

Clique no vídeo abaixo onde o Ederson dá um panorama sobre a importância da gestão da SST.

O ataque ambiental tem 4R’s

(O artigo abaixo foi gentilmente cedido pelo De Martini, da De Martini Ambiental – link ao final do artigo)

No jogo do meio ambiente a melhor defesa é atacar com 4 R’s. É isso aí, gente! Fomos à procura dos nossos craques para saber as suas opiniões: – Craque REDUZIR, qual sua opinião sobre a Copa do Meio Ambiente? REDUZIR:

“Apesar do meu nome, quero deixar claro que estou no grupo para somar. O melhor lixo é aquele que não foi gerado. A minha função no time é reduzir a geração de lixo, racionalizando o consumo, evitando desperdício e o excesso de descartáveis”.

– Craque REAPROVEITAR, qual é sua jogada preferida? REAPROVEITAR:

“Minha especialidade é ficar na sobra. Sobrou é comigo mesmo. Não desperdiço nada. Lá em casa a patroa já sabe: A carne assada de hoje é a almôndega de amanhã. Na minha casa fizemos um sofá usando garrafas de refrigerantes de dois litros. Na realidade era um lixo que se transformou num luxo. É muito fácil de fazer. Reaproveito tudo, de embalagens de remédios e comprimidos, chamadas de blister, até caixas de leite e de sucos longa vida. Alguns materiais ainda não consegui reaproveitar, como papel carbono, papel de fax e fralda descartável”.

– Craque REUTILIZAR, sua função é a mesma do REAPROVEITAR? REUTILIZAR:

“De fato a minha posição é muito parecida com a do companheiro. Nosso técnico é cauteloso e jogamos com dois na sobra. A minha missão é reutilizar produtos na mesma função ou procurar dar uma nova função a eles. Cartucho de impressoras é um caso típico: basta procurar uma banca de jornal e entregar. A minha chuteira está novinha em folha, só troquei as travas”.

– Craque RECICLAR, quantos itens você já reciclou na sua carreira? RECICLAR:

“No último levantamento feito tinha atingido a marca de 833 itens recicláveis e já estabeleci meu próximo desafio, que consiste em alcançar a marca dos 1.000. Tenho planos para atingir esta meta lá na Rússia. Aliás já bati a Rússia pois sou campeão do mundo em reciclagem de latinhas de alumínio. Outro ponto forte são as garrafas fabricadas com PET. aquelas usadas para refrigerantes. O PET tomou conta do mercado, pois se constitui em matéria-prima de alta resistência a impactos e agressões químicas nos conteúdos das garrafas. O problema veio depois com o que fazer com as embalagens vazias. Hoje, até as camisas do nosso time são feitas com PET reciclado. Temos é que divulgar para toda a galera que o lixo deve ser separado e. a partir daí, implantar a coleta seletiva. Meu objetivo é completar 1.000 itens. DESTA VEZ. NEM O PET VAI ME TIRAR ESTE TÍTULO COM GOL DE FALTA NO FINAL DO JOGO…”.

Ref.: Livro “Redução de Resíduos Industriais”, GUSMÃO, DE MARTINI E GAYA. Desde que seja citada a fonte, a De Martini Ambiental permite a reprodução, em qualquer meio, de trechos ou da íntegra deste informativo, sem necessidade de autorização prévia. Fonte: De Martini Ambiental

Como Baixar Vídeos Da Internet Para Usar Em Treinamentos

Tenho certeza que quando você estava estudando para dar uma palestra ou mesmo para se aperfeiçoar chegou a pensar:
“esse vídeo seria ideal para apresentar em um treinamento de saúde e segurança no trabalho”
Isso é muito comum entre os colegas da área de SST. Se você já pensou isso, tenho certeza de que o aprenderá nesse artigo valerá muito a pena. Sejam vídeos ensinando como se portar em situações periclitantes tais como em casos de incêndio ou mesmo em situações menos sérias, mas não menos importantes, como ginásticas laborais para pessoas que passam o dia trabalhando no computadores. Bem, caso você quisesse utilizar esses vídeos e no local da sua apresentação não tem acesso a internet seria um grande problema, certo? Por isso nós separamos alguns métodos amplamente utilizadas para fazer o download desses textos diretamente do Youtube e do Facebook. BAIXANDO VÍDEOS DO YOUTUBE
  • VDownloader
Existem diversos programas especializados em baixar vídeos do Youtube, um dos mais populares é o VDownloader, nele você é possível baixar o arquivo de vídeo ou mesmo baixar em áudio, mostrando o quão versátil é essa ferramenta. E mais, hoje essa ferramenta está tão completa que baixa também vídeos de outra plataforma em até 8k de qualidade. Você pode pesquisar o vídeo de sua preferência diretamente no programa como exemplificado na imagem abaixo Ele ainda apresenta diversas funcionalidades interessantes. É possível seguir todos os seus canais de segurança do trabalho favoritos e ter sempre a mão todas as novidades para download. É também possível converter os vídeos antes de baixar para evitar incompatibilidades com a máquina que você usará para reprodução desses.
  • KeepVid
Existem opções que nem precisam de programas e o KeepVid é uma dessas nele você consegue baixar vídeos do Youtube ou da plataforma Vimeo. Basta seguir alguns passos simples para conseguir baixar qualquer vídeo que você queira. Mas, nesse caso em específico, você deve ter uma aplicação Java instalada e atualizada para conseguir baixar os vídeos direto do seu navegador. Agora vamos ao passo a passo para baixar usando a ferramenta KeepVid:
  1. Vá ao Youtube ou outra plataforma e copie da caixa de URL o link do vídeo que você deseja baixar.
  2. Vá até o link da plataforma KeepVid disponibilizado nesse texto e cole na parte de pesquisa e clique em download.
  1. Após isso você será redirecionado para uma página na qual será escolhida a qualidade e o formato do vídeo que você deseja. De modo geral, sempre indicamos baixar a melhor qualidade possível, pois quando reproduzidos em grandes telas como no caso de projetores e televisões a imagem não ficará granulada.
  • ClipConverter
O ClipConverter não é muito diferente do KeepVid, seria mais uma questão de design e/ou adaptação que de realmente funcionalidades. Ambos começam com a mesma etapa, primeiro você deve conseguir o link do vídeo que você quer baixar, logo após você cola o link na plataforma: Você pode clicar em continue ou ainda selecionar um formato alternativo e logo após clique em download. BAIXANDO VÍDEOS DO FACEBOOK Com a massificação do Facebook, temos uma grande quantidade de informações também veiculadas nessa plataforma, inclusive informações relacionadas a segurança no trabalho que certamente podem ser utilizadas em nas apresentações de SST.
  • FB Down
O FB Down é uma das plataformas mais utilizadas para baixar vídeos direto do Facebook. Para isso, após entrar na plataforma, basta copiar o link do vídeo do facebook como mostra a imagem abaixo e colar na plataforma. Após isso basta clicar no botão Download e você será redirecionado a uma em que você pode escolherá a qualidade de vídeo e, em seguida, redirecionado para uma página onde você poderá assisti-lo e baixá-lo no botão destacado na imagem abaixo. Ok, mas onde conseguir bons vídeos no Facebook? Veja o canal de vídeos da Escola da Prevenção, clicando aqui. Após terminar todas as etapas, em qualquer uma das 4 opções que te demos, basta esperar o vídeo baixar e levar para apresentação seja em um pen drive ou no seu notebook. Também indicamos que sempre utilize materiais didáticos como vídeos e afins para deixar a sua apresentação de SST sempre muito mais interessante e cativar os seus ouvintes. Por hoje foi isso, até nossa próxima dica para tornar o seu ambiente de trabalho um lugar cada vez mais seguro.

Como fazer o Diálogo de Segurança do Trabalho (DDS)?

Fazer DDS contribui para a prevenção de acidentes, mas como fazer DDS eficaz ? Parece simples, mas não é.

O diálogo de segurança no trabalho é basicamente uma conversa… mas não subestime a sua importância!!

Esse diálogo, quando realizado diariamente, é chamado de diálogo diário e recebe a sigla DDS.

Quando realizado semanalmente, é chamado diálogo semanal e recebe a sigla DSS.

Geralmente cada empresa dá um nome diferente, mas nesse artigo vou usar a sigla DDS porque é a mais comum.

Apesar de ser “somente” uma conversa, tem objetivos muito importantes dentro da empresa.

O DDS serve para despertar no colaborador a percepção a respeito das suas atividades diárias e seus respectivos riscos.

Não se limita à temática de segurança no trabalho, também envolve o meio ambiente e a saúde, no que diz respeito a doenças que podem surgir com a sua rotina diária.

Infelizmente, alguns gestores pensam que o DDS é “perda de tempo” … o que é um erro!

Em geral, o DDS demora de 5 a 15 minutos diários (antes da jornada de trabalho) e deixará os colaboradores mais alertas a todos os riscos que ocorrem todos os dias (desde cair de uma escada ou mesmo desenvolver uma lesão por esforço repetitivo, a LER).

Agora que já sabemos o que é o DDS podemos nos profundar mais na temática.

A IMPORTÂNCIA DO DDS

A DDS é uma prática muito importante e poderosa na prevenção de acidentes de trabalho e doenças relacionadas ao mesmo.

É uma prática que tem ganhado cada vez mais espaço, especialmente nas ocupações em que os riscos são bastante altos, exatamente por conscientizar os trabalhadores das ações de segurança e do seu papel na própria integridade.

Os benefícios dessa prática se apresentarão logo em seguida de maneira bem clara:

Redução nos acidentes de trabalho, uma vez que os colaboradores estarão conscientizados;
Redução dos custos com assistência médica, isso se dá porque a necessidade do uso também diminuirá com os acidentes de trabalho;
Aumento do envolvimento dos colaboradores, uma vez que eles estão em um ambiente que os valoriza, tendo também um impacto positivo na produtividade desses;
Aumento da satisfação dos trabalhadores.

Mas, para alcançar esses objetivos, o DDS deve ser feito de maneira efetiva para que os impactos sejam de fato evidentes.

COMO REALIZAR DDS EFETIVO

Primeiro de tudo, é importante contar com um profissional com experiência, uma vez que o grande diferencial do DDS é seu ministrante.

Será a “fala” dessa pessoa e as ferramentas utilizadas por ela que serão responsáveis por despertar (e manter!!) o interesse do colaborador.

Como eu disse no início, tem várias siglas distintas para DDS:

– Diálogo Diário de Higiene Segurança e Meio Ambiente (DDHSMA)

– Diálogo Diário de Higiene e Segurança (DDHS)

– Diálogo Diário de Higiene, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade (DHSMQ)

(dica: use o campo de comentários no final do artigo para nos dizer que outros nomes você já ouviu para DDS)

Cada área de uma empresa pode ter uma abordagem personalizada para a sua rotina diária, sendo ainda mais relevante para os trabalhadores.

Mas bem, vamos ver como realizar um diálogo de segurança no trabalho…

Primeiro todos os funcionários da empresa devem ser avisados que essa atividade obrigatória está sendo inserida dentro da jornada normal de trabalho e é uma tarefa coletiva.

Também vale ressaltar que é um algo simples e rápido e que sua finalidade é de melhorar a rotina dos colaboradores, assim como aumentar a segurança dos mesmos na execução de suas atividades diárias.

Seguem algumas dicas que podem ser acatadas para a execução do DDS:

1. Deve ser um diálogo rápido

Não adianta tentar fazer um diálogo de horas sobre conscientização e/ou técnicas de segurança se seu público está disperso.

Manter essa prática rápida e direta é uma boa maneira de manter os colaboradores interessados e ainda não atrapalhar a produtividade dos mesmos.

2. Ser objetivo e prático

Como dito antes, ser objetivo e prático nas apresentações é uma boa forma de manter o público interessando.

É possível também trazer exemplos de histórias atuais que cativem a atenção, além de mostrar como aquele conhecimento pode ser aplicado no dia a dia.

3. Use a linguagem certa

Usar a mesma linguagem que do funcionário é um dos pontos mais importantes.

O funcionário deve entender a sua mensagem por completo.

Não adianta ser rebuscado e usar termos técnicos desconhecidos por esses se toda essa informação “entrará por um ouvido e sairá por outro”.

Além disso, é extremamente desinteressante para um público esforçar-se para entender uma mensagem que poderia ser bem mais simples.

4. Organização das reuniões

Caso não seja uma conversa diária, é interessante deixar todas as datas e assuntos que serão abordados nos diálogos de segurança no trabalho bem expostos e com fácil acesso.

5. Palestrantes especializados

Quando for assuntos técnicos, utilize de profissionais que sejam especializados naquele assunto. Você pode chamar membros do SESMT ou até convidar pessoas de fora da empresa.

Isso traz credibilidade e também aumenta o interesse da plateia no assunto tratado.

6. Feedback

Sempre que terminar o DDS, deixe pelo menos alguns minutos para que os colaboradores possam retirar suas dúvidas acerca daquela temática e deixar sua opinião a respeito das reuniões como um todo.

Dessa forma, a própria organização desses encontros pode ser otimizada.

7. Documente tudo

Alguns sempre falham nesse quesito.

Documentar tanto o assunto que foi tratado quanto as sugestões dadas pelos funcionários é de extrema importância para que esse espaço realmente cumpra a sua finalidade, que é aumentar a segurança dos colaboradores e promover entendimento.

E não se esqueça de coletar as assinaturas dos presentes.

8. Varie os temas

Não adianta todo dia ficar falando do mesmo assunto. É importante variar os temas. E isso geralmente é complicado.

Para poupar tempo na hora de buscar temas de DDS, recomendo o web-site DDS Online. No DDS Online você encontra centenas de DDS organizados por categorias.

Você pode também se cadastrar no DDS Online para receber DDS por email.

Seguindo em frente…

Uma ótima dica para fazer DDS interessante é trazer experiências de outros lugares para a discussão.

Normalmente vemos que essas reuniões focam nos problemas da empresa e o que pode ser feito para resolver.

Trazer situações que deram certo em outras empresas pode ser uma ótima maneira de prender a atenção dos colaboradores e também fazer desse um espaço realmente educativo.

Veja 4 dicas para que você finalize o DDS com sucesso:

Motive seus colaboradores: colocar a responsabilidade da mudança na mão dos funcionários é uma ótima maneira de motivá-los, uma vez que a chave da mudança serão os próprios;

Frases marcantes: todo apresentador tem aquele pequeno arsenal de citações marcantes de filósofos ou outros indivíduos para dar sustento às próprias falas. É uma ótima maneira de encerrar uma apresentação;

Revise o que foi passado: se terminou uma apresentação sobre protetores de ouvido um bom término seria revisar bem rapidamente todos os “porquês” por trás de seu uso e seus tipos.

Incentivar a aplicação: ao finalizar uma apresentação de DDS o apresentador pode incentivar seus ouvintes a utilizar os novos conhecimentos IMEDIATAMENTE, uma vez que as reuniões costumam acontecer antes do dia de trabalho.

Agora que você já tem todas as dicas do que fazer para realizar DDS eficiente, agora vamos ao que NÃO fazer!

ERROS QUE SÃO COMETIDOS EM APRESENTAÇÕES

O DDS quase sempre tem o formato de uma palestra ou até mesmo uma curta aula.

Nesses casos, as regras gerais do que não fazer em apresentações se aplicam.

1. Nunca se inicia uma apresentação pedindo desculpas

Primeiro, se iniciar uma apresentação já pedindo desculpas por algo que não aconteceu da forma que deveria, ou qualquer outro motivo.

Ali a credibilidade do apresentador já começa a cair, assim como a atenção do seu público.

Além disso, os colaboradores ficam preparados para notícias ruins.

Ninguém que começa uma conversa pedindo desculpas fez algo certo ou bom, correto?

Então, sempre começar as apresentações com um tom positivo.

2. Usar muito texto nos slides

Nada tira mais a atenção do público que slides e mais slides de texto.

Não é necessariamente interessante e também não chama a atenção.

Usar imagens, fluxogramas e infográficos são mais didáticos que texto corrido.

Só não vale jogar imagens aleatórias e sem sentido com o tema discutido, tem o mesmo efeito que textos gigantes.

3. Falta de roteiro

Outro matador de apresentações é a falta de roteiro.

Este é essencial para que todas as informações sejam passadas de forma coerente e coesa e não causem mais confusão que esclarecimento.

Falamos bastante sobre o que fazer e não fazer nos diálogos de segurança, independentemente do ramo de atuação da empresa.

Sua importância é evidente, essas simples reuniões podem criar uma cultura de segurança que podem salvar vidas e evitar que pessoas desenvolvam doenças ocupacionais graves ou se acidentem de forma definitiva.

Agora você já sabe a importância da DDS e o que fazer e o que não fazer para torna-la efetiva.

Agora, como avaliar seus resultados?

Trataremos disso no próximo tópico.

COMO AVALIAR A EFETIVIDADE DO DDS

Não adianta seguir tudo o que falamos acima e ainda assim não se preocupar em avaliar a efetividade das ações.

Cada empresa é única, assim como seus colaboradores, e todas as ações precisam ser adaptadas para pessoas e cenários específicos.

O que deu certo em uma empresa, não necessariamente se aplica a outra.

Suponhamos que o DDS tenha sido efetivo e os colaboradores foram devidamente sensibilizados pela importância da segurança no trabalho.

Como saber se isso aconteceu mesmo?

Primeiro de tudo é observação.

O gestor deve ir ao local de trabalho dos seus colaboradores e avaliar se estão usando seus equipamentos de proteção individuais (EPIs), se estão fazendo determinado exercício desenvolvido para evitar doenças ocupacionais, se estão seguindo os procedimentos etc.

Ao perceber que em nenhuma das visitas os colaboradores estavam seguindo as instruções passadas no DDS, deve-se realizar uma intervenção para que seja entendido o motivo.

A partir daí que o trabalho de avaliar a efetividade sai do qualitativo e entra no quantitativo.

Quantas vezes foi necessário fazer intervenções naquele determinado setor sobre atitudes que não condizem com as normas de segurança da empresa?

Isso deve ser muito bem documentado pois se pode realizar um levantamento da frequência das intervenções antes e depois dos diálogos de segurança no trabalho.

Também sendo uma ótima ferramenta para avaliar a capacidade de sensibilização e empoderamento das DDS, sendo possível realizar ajustes na abordagem para melhorar sua eficiência.

Se tem foco no uso de EPIs, ao entrar no ambiente de trabalho, é possível ver gradativamente menos funcionários desrespeitando essa norma de segurança, isso quer dizer que a abordagem está sendo efetiva.

Além disso, você ainda pode cruzar dados de quais abordagens estão sendo mais eficientes utilizando o histórico dessas e número de intervenções em campo, por exemplo.

E se sua abordagem deu totalmente errada e não houve sensibilização?

Bem, é sempre importante contar com profissionais mais que capacitados na área em questão para que as abordagens sejam realmente significativas.

É importante ressaltar que as DDS são reuniões de 5 a 15 minutos que podem ajudar a salvar vidas a depender dos tipos de risco que estão presentes nas ocupações.

Além de ajudar a melhorar o ambiente institucional, com uma política que realmente se importa com o bem-estar dos colaboradores.

DDS efetivos também tem diversas vantagens para a empresa.

Investir em práticas que elevem a segurança não é um gasto, mas sim um investimento que se prova bastante positivo em ambos os lados: empresa e colaborador.

Hierarquia de Controles da ISO 45001

Nos Grupos de Segurança do Trabalho há profissionais de diferentes áreas de especialidade. Um exemplo é o De Martini que conhece muito da área ambiental (link para o web-site da De Martini Ambiental no final do artigo). Esses colegas demonstram seu conhecimento tirando dúvidas de outros colegas. Porém, de vez em quando, alguém ministra uma aula dentro do grupo. Foi o que aconteceu recentemente, quando o De Martini decidiu falar um pouquinho sobre as hierarquia de controles, assunto esse que ganhou destaque no novo texto da norma ISO 45001. Então eu consegui autorização do De Martini para postar aqui essa aula. “Olá, pessoal! Estou passando por aqui no GEST para uma “apresentação-relâmpago” sobre a Hierarquia de Controles, obrigatória na recém lançada ISO 45001. Controlar a exposição dos perigos é fundamental para proteger os trabalhadores. A nova ISO 45001 (Sistema de Gestão de Saúde e Segurança) herdou da OHSAS 18001 uma hierarquia para implementar controles eficazes. Esta pirâmide invertida representa a priorização destes controles. Os métodos do topo (eliminação do perigo ou substituição de fatores perigosos por não perigosos) são mais eficazes e protegem melhor do que os da parte inferior (medidas de proteção ou uso de EPI). Por isso falamos de hierarquia, ou seja, existe uma sequência preferencial de controles. Seguindo a ordem da pirâmide, devemos sempre começar de cima para baixo, nessa ordem: eliminação -> substituição -> controles de engenharia -> controles administrativos -> EPI Assim obtemos melhores resultados na prevenção de acidentes e doenças. Por exemplo, qual é o controle prioritário para evitar uma situação potencial de colisão de um carro com um ciclista? O primeiro controle deve ser a eliminação do carro da via onde o ciclista trafega. Caso isso não seja viável, a segunda medida preferencial de controle é a SUBSTITUIÇÃO da rua compartilhada por trechos da rua segregados, separando os carros dos ciclistas. Caso a substituição também não seja viável, pode ser feito um CONTROLE DE ENGENHARIA, como engenharia de tráfego, com sinal de trânsito (semáforo para os paulistas) para ordenar o trânsito. Um controle menos eficaz é o CONTROLE ADMINISTRATIVO. Neste caso, a sinalização através de placas. Apenas como última alternativa é que se deve adotar o Controle através de EPI. Na prática, alguns controles são adotados simultaneamente. Mas é importante que saibamos qual é a hierarquia correta para buscarmos soluções eficazes.” Links úteis: Clique aqui para visitar o web-site da De Martini Ambiental, empresa de consultoria e auditoria do De Martini, autor deste artigo.

Como fazer a empresa investir em segurança do trabalho?

Nesse artigo vou te dar 6 argumentos que ensinam como fazer a empresa investir em segurança do trabalho.

Todos nós queremos voltar vivos e com 100% da nossa saúde para casa, não é? Por isso, a segurança do trabalho é imprescindível. Ela é crucial para a empresa e sobretudo para o trabalhador. Mas, infelizmente, é difícil fazer a empresa entender e aplicar isso. O objetivo desse artigo é ajudar você que precisa ter argumentos para convencer a empresa a investir em segurança do trabalho. Pode parecer inacreditável, mas há empresas que não estão tão convencidas da extrema importância da segurança do trabalho. Muitas delas consideram algo sem grande relevância, fazendo somente o mínimo, o básico de segurança … se fizer … De modo geral, as empresas mostram alguma resistência, ao menos inicial, em aplicar os elementos de segurança do trabalho. Não são todas, há nobres exceções, mas pela minha prática não é o caso da grande maioria. Então, que argumentos devemos usar para convencer a empresa a investir em segurança do trabalho? Será que investir em segurança do trabalho dá lucro para a empresa? Nesse artigo espero te ajudar com alguns argumentos que você poderá usar.

Argumento 1 – Sanções, penalizações e multas

A segurança do trabalho é algo que existe há séculos. Mas, foi com a Revolução Industrial, onde as condições de trabalho eram precárias, que o assunto começou a ganhar relevância porque a quantidade de trabalhadores que adoeceu chamou a atenção da sociedade da época. Foi quando surgiram as primeiras normas e regulamentações sobre o tema. Com o tempo, isso foi progredindo e atualmente há inúmeras leis e normais que regulamentam a segurança do trabalho. Há um conjunto de requisitos mínimos de segurança que toda empresa que emprega trabalhadores deve possuir, chamadas de Normas Regulamentadoras. Por lei as empresas são obrigadas a proporcionar um mínimo de segurança no local de trabalho. Isso vai desde itens estruturais, como a própria arquitetura do imóvel até a ergonomia de equipamentos e ferramentas usadas. O imóvel em que a empresa se situa, por exemplo, precisa ter uma estrutura física em boas condições, além de apresentar uma disposição e organização de espaço que favoreça a segurança do trabalhador enquanto o mesmo efetua a sua atividade. Devem ser fornecidos também equipamentos de segurança pertinentes a cada função, por exemplo, os famosos EPI (equipamento de proteção individual). Também é recomendado que a empresa faça auditorias e controles internos, além é claro de contratar um profissional de segurança do trabalho, que é especializado nessa área. Mas infelizmente, nem sempre a empresa cumpre corretamente esses requisitos e muitas vezes ela não fornece qualquer tipo de segurança dentro do local de trabalho. Dessa forma, os trabalhadores dessa empresa ficam expostos aos riscos que são presentes e aí podem acontecer acidentes fatais (quando há óbito), amputações, eletrocussões, esmagamentos ou doenças ocupacionais, que são aquelas doenças que se originam devido a atividade laboral. Quando uma empresa começa a apresentar um índice muito elevado de acidentes de trabalho ou ainda um contingente muito alto de pessoas com doenças ocupacionais, isso fica visível não só internamente, mas obviamente fora da empresa também. Os altos índices de acidentes chamam a atenção das Delegacias Regionais do Trabalho (DRT). Logo logo a a empresa começa a sofrer um controle maior por parte das autoridades e por conta do maior número de fiscalizações, acaba recebendo bem mais multas. Há uma série de itens dentro das NRs que, em caso de descumprimento por parte da empresa, pode gerar um grande número de multas e, com isso, a empresa acaba tendo uma elevação de custos e gastos e bem pesados. Com isso encerramos o argumento 1, agora vamos ao 2.

Argumento 2 – aumento do custo com o FAP

Mas o que é o FAP? Toda empresa é obrigada a pagar 20% para a Previdência Social em cima do valor total das remunerações que são pagas para os trabalhadores segurados que estão empregados naquela empresa e também para os trabalhadores avulsos. Além desses 20%, ela tem que pagar de 1 a 3% a mais, de acordo com o grau de risco que a sua atividade econômica pode apresentar. Ou seja, dependendo do grau de risco que a atividade oferece, a empresa tem que pagar um valor a mais para a Previdência, o chamado Fator Acidentário de Prevenção, o FAP. Sendo assim, o FAP é um índice aplicado sobre a Contribuição do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa (GIIL-RAT) oriunda dos riscos ambientais do trabalho. Quanto menor o risco que o local de trabalho oferece, menor a contribuição, ou seja, menor vai ser o FAP pago em cima da Previdência. Em outras palavras, se o local de trabalho é mais seguro, ele terá um custo de FAP menor. No entanto, se a empresa oferece um grau de risco maior, o FAP a ser pago é maior e obviamente, o valor a ser gasto com impostos acaba sendo muito maior. E o índice de acidentes influencia no % do FAP. Mais acidentes ou adoecimentos, maior o % do FAP. Em outras palavras: se uma empresa não investe em segurança do trabalho, o número de acidentes aumenta, o local de trabalho se torna mais perigoso. Por conta disso, o FAP vai aumentar, gerando mais custo$$$ para a empresa. Esse foi o argumento 2, agora vejamos o argumento 3.

Argumento 3 – ações regressivas do INSS

Suponhamos que tenha havido algum tipo de acidente ou doença ocupacional com algum trabalhador, há algum tempo no passado, por conta de uma falha da empresa no quesito da segurança do trabalho. O INSS vai pagar todos os auxílios e indenizações devidas ao trabalhador. Mas, depois, pode fazer uma ação regressiva cobrando esse custo da empresa. O racional que o INSS segue é que a empresa poderia ter evitado o acidente ou doença caso cumprisse os requisitos legais. Sendo assim, a empresa precisa seguir as normas que regulamentam a segurança no trabalho e aplicar todas as medidas necessárias para ser capaz de garantir toda essa segurança. Caso contrário, em caso de acidente ou doença, precisará provar que realizou tais medidas para dirimir ou eliminar a ação regressiva.

Argumento 4 – processo judicial movido por trabalhador

Já sabemos que a empresa deve implementar a segurança ocupacional. Já sabemos que um trabalhador em boas condições de trabalho é muito mais produtivo (mais produtividade é igual a mais lucro). Mas, e se a empresa não pensar na segurança dos trabalhadores, estiver pouco se importando se as condições do local de trabalho são adequadas, se considerar que segurança do trabalho é algo tolo e sem utilidade? Nesses casos, aumenta-se a probabilidade de acidentes e doenças ocupacionais. Quais as consequências disso? Já falamos nos argumentos anteriores. Mas há algo de ruim que também pode acontecer: processos judiciais, por conta desse menosprezo, por conta do descumprimento da lei. Quanto menos uma empresa se preocupa com segurança do trabalho, mais processos judiciais ela irá levar e maiores penalidades e multas ela irá sofrer. Quer mais um argumento?

Argumento 5 – elevado número de faltas

O ato ou prática constante de falta no trabalho é chamado de absenteísmo. Quando um trabalhador começa a faltar mais, isso aumenta o índice de absenteísmo. Se um trabalhador sofre algum acidente no ambiente de trabalho ou é acometido por alguma doença ocupacional, ele acaba precisando se ausentar do trabalho por um período de tempo. Essas faltas, desde que justificadas corretamente, não podem e nem devem deixar de serem pagas aos trabalhadores. Ele apresentando os comprovantes e documentação necessária, essas faltas não podem ser descontadas do salário do trabalhador. Além disso, quando um trabalhador falta, a produtividade dentro da empresa cai. Afinal, cada funcionário é responsável por uma certa parcela da produção. Ou seja, em outras palavras, quanto maior o índice de acidentes ou doenças ocorridas dentro da empresa, maior será a incidência de faltas por parte dos trabalhadores. A empresa muitas vezes fica relutante em investir em segurança do trabalho por achar “caro”, desnecessário, um “desperdício”, mas esse custo investido na segurança sempre tem um bom retorno, em todos os sentidos. Vale a pena ressaltar ainda que, por conta das faltas que ocorrem, a empresa vai precisar, para manter o seu nível de produtividade, aumentar ainda mais o ritmo de trabalho e também fomentar a prática de horas extras. No entanto, aumentar ainda mais o ritmo de trabalho, imprimindo um trabalho ainda mais veloz, pesado e intenso e aumentar a quantidade de horas trabalhadas, vai impactar enormemente e de maneira negativa a segurança e principalmente a saúde do trabalhador. Ou seja, é um círculo vicioso: a carência de investimento em segurança do trabalho causa acidentes e doenças; essas doenças e acidentes laborais, por sua vez, vão acarretar, um aumento no número de faltas; essas faltas vão fazer com que o nível da produção caia; a queda no nível de produtividade instiga as empresas a aumentarem o ritmo e a quantidade de horas trabalhadas; a sobrecarga em cima dos trabalhadores vai gerar mais acidentes. Vamos ao último argumento?

Argumento 6 – mancha a imagem da empresa

O que constrói a imagem de uma empresa? Essa é uma pergunta complexa, pois há uma infinidade de fatores. Não há um único fator que sozinho seja capaz de tal feito, mas sim um conjunto deles. Entre as diferentes coisas que podem impactar a imagem da empresa está o modo como ela trata seus funcionários. Uma empresa preocupada com sua imagem vai procurar zelar por seus colaboradores, proporcionando benefícios e vantagens, e vai pensar no seu bem-estar dele e satisfação. Uma empresa preocupada com sua imagem quer funcionários satisfeitos, realizados, com integridade física e mental e com boa saúde. Mas porquê ? Porque isso é sinônimo de mais lucros, que vem com produtos/serviços de mais qualidade. Porque a imagem da empresa é algo que é visto também externamente, pelo mercado, e também faz com que mais pessoas queiram fazer negócios com aquela empresa. E uma parte significativa desse tratamento positivo dos funcionários por parte da empresa é o investimento em segurança do trabalho. Quando uma empresa cumpre as determinações constantes nas leis e normas de regulamentação da segurança do trabalho e investe de forma consistente e constante nesse aspecto, isso vai gerar resultados positivos não só em termos de lucro e produtividade, mas de satisfação, bem-estar e vai melhorar significativamente, de forma positiva, a imagem da empresa. Agora, se pelo contrário, uma empresa se torna conhecida por causa da enorme frequência e seriedade dos acidentes que ocorrem nela, ela acaba perdendo seu contingente de funcionários. Não somente aqueles que não vão mais querer fazer parte da empresa, ou melhor, entrar nela, mas vai perder os funcionários que já tem, que procurarão se demitir devido às más condições de trabalho. Além de sofrer um desfalque no número de trabalhadores, a empresa vai ter impacto negativo na sua imagem. Será menor o número de empresas e pessoas que desejarão fazer negócios com tal empresa. Outro efeito colateral é: uma empresa ficou “queimada” no mercado por causa da alta incidência de acidentes, sempre que houver fiscalização dentro da empresa, ele será ainda mais rigorosa.

Convencendo a empresa a investir em segurança do trabalho

Nesse artigo eu te dei 6 argumentos. Agora cabe a você usar isso para convencer a empresa a investir em segurança do trabalho. Explique para a empresa a importância da segurança do trabalho, usando como argumentos todos os pontos abordados ao longo desse texto. Exponha os tópicos aqui apresentados de forma clara, detalhada e completa. Isso vai aumentar suas chances de sucesso porque argumentos que focam no “bolso” do empresário sempre funciona bem.
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