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Plano de Ação 5W2H

No post hoje vamos falar sobre o Plano de Ação 5W2H e também vou te mostrar a planilha que dou para meus alunos do Pendrive Especialista GRO/PGR que faz essa função.

Mas antes, um rápido lembrete: desde 03/01/2022 acabou o prazo de migração do PPRA para o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos)! E o plano de ação, como veremos abaixo, é um dos documentos que devem fazer parte do PGR.

Vamos lá? Antes de começarmos, uma pergunta:

Mas o que é um plano de ação?

É muito fácil entender o conceito de plano de ação. Mas, por mais óbvio que pareça, para fazermos um plano de ação, primeiro temos que ter um objetivo em mente. E, em se tratando de prevenção de acidentes e adoecimentos originados pelo trabalho, qual seria esse objetivo? A resposta podemos encontrar na própria NR-01:

“1.5.3.4 A organização deve adotar as medidas necessárias para melhorar o desempenho em SST”

Objetivo do 5W2H
Objetivo do 5W2H

Embutido na frase acima está o conceito de melhoria contínua, tão comum nos sistemas de gestão, como ISO 45001, ISO 14001, etc. Então, o plano de ação 5W2H é uma ferramenta que utilizamos para controlar ações específicas com o objetivo de melhorar o desempenho da organização nos indicadores da área de segurança do trabalho.

Você sabe o que é obrigatório ter no PGR?

A resposta encontramos no novo texto da NR 1

“1.5.7.1 O PGR deve conter, no mínimo, os seguintes documentos:

a) inventário de riscos; e

b) plano de ação.”

Simples assim. Como eu gosto de dizer: “sem ação não tem prevenção”. Já deu para perceber a importância do plano de ação 5W2H. Um bom plano de ação é fundamental para o sucesso do seu PGR!

E, em se tratando de plano de ação, uma estrutura muito usada é a 5W2H.

Mas o que é 5W2H?

O plano de ação 5W2H recebe esse nome porque buscamos responder a 5 perguntas que, em inglês, começam com a letra W e 2 perguntas que, também em inglês, começam com a letra H.

A primeira letra W é o What, que em português significa “o quê’, ou seja, o que será feito? É aqui que vamos colocar as ações necessárias para resolver o risco identificado no inventário. Mas não todos os riscos, apenas aqueles que na avaliação de riscos foram identificados como necessitando de melhorias.

A segunda letra W é o Why, que em português significa “Por Quê”, ou seja, por que será feito? Qual o objetivo a ser atingido? Por exemplo, no caso do perigo ruído, podemos inserir no 5W2H a informação do nível de pressão sonora que esperamos ter após implementar as medidas de controle.

A terceira letra W é o Where, que em português significa “onde”, ou seja, onde será feito? Aqui você vai indicar no seu plano de ação 5W2H o local onde será implementada a medida de controle, por exemplo, no pátio de movimentação de produtos acabados, ou no setor de filtragem, etc.

A quarta letra W é o Who, ou seja, “quem”, e aqui nós vamos indicar o responsável por implementar a ação.

Agora, antes de ir para a quinta letra W, eu acho mais didático pular para as letras H. Então vamos deixar o último W para o final. Eu estou seguindo a mesma sequência que eu uso na planilha plano de ação 5W2H que dou para os meus alunos (imagem abaixo).

Plano de ação 5W2H
Planilha Plano de Ação 5W2H

O primeiro H é o “How”, ou seja, como será feito? Aqui você vai descrever como irá implementar e como a ação levará ao resultado esperado.

O segundo H é o How Much, ou seja, “quanto” vai custar? Toda ação tem um custo de implantação e é isso que vamos mostrar aqui.

Agora voltamos a letra W e você vai entender porque deixei para o final. O quinto W é o When ou seja, “quando” será implementado. E aqui é necessário um cuidado muito especial, porque na prática é onde mais teremos dificuldades.

A parte mais difícil de um plano de ação 5W2H é implementar as ações no prazo estabelecido. Por isso eu gosto de deixar o “Quando” para o final, para darmos tratamento especial para ele.

Observe que tem um gráfico no alto da planilha. O objetivo desse gráfico é mostrar de forma rápida quanto o percentual de ações em cada status possível. Eu uso os seguintes status: 

  • Falta prazo
  • Atrasado
  • Em execução
  • Concluído
  • Adiado

Acho que os nomes são auto explicativos. Como você pode ver, eu gasto 6 colunas da planilha só para exercitar melhor o quinto W, que é o quando. Como eu disse, da minha experiência, é aqui que os PGR mais falham, porque perde-se os prazos. Então, minha dica para você é dar atenção especial a isso no seu plano de ação 5W2H.

Mas, se desejar poupar tempo, e ter acesso a planilha mostrada na imagem acima, saiba que ela faz parte do Pendrive Especialista GRO/PGR. Será um prazer ter você como meu aluno e ajudá-lo a dominar a Gestão de Riscos Ocupacionais (GRO) e também o seu Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Dicas de leitura adicional

GRO x PGR: Qual a diferença?

PGRTR: 7 curiosidades que você precisa conhecer

Ver Post

Normas Regulamentadoras (site do GOV)

Declaração de inexistência de risco

O Profissional SST que já estudou a nova NR-01 já conhece o “Tratamento diferenciado ao Microempreendedor Individual – MEI, à Microempresa – ME e à Empresa de Pequeno Porte – EPP”. Entretanto, uma parte importante estava falando. Mas, finalmente, depois de longa espera, agora já temos a declaração de inexistência de risco.

Antes de mostrar a tal declaração, que vamos abreviar por DIR (eba! mais uma sigla!), vamos ver um pouco de contexto. A NR-01 obriga que as empresas elaborem o Programa de Gerenciamento de Risco (PGR). Mas, algumas empresas estão isentas dessa obrigação. E é aqui que entra a declaração de inexistência de risco.

Qual a base legal da DIR?

Vejamos o item “1.8 Tratamento diferenciado ao Microempreendedor Individual – MEI, à Microempresa – ME e à Empresa de Pequeno Porte – EPP”.

Nesse item temos algumas informações importantes:

“1.8.1 O Microempreendedor Individual – MEI está dispensado de elaborar o PGR”

Declaração de inexistência de risco
Declaração de inexistência de risco

Ou seja, MEI não precisa elaborar PGR. Mas cuidado, a empresa contratante do MEI precisa incluí-lo no seu PGR.

Depois temos assim:

“1.8.4 As microempresas e empresas de pequeno porte, graus de risco 1 e 2, que no levantamento preliminar de perigos não identificarem exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos, em conformidade com a NR9, e declararem as informações digitais na forma do subitem 1.6.1, ficam dispensadas da elaboração do PGR.”

Observe o trecho que diz “e declararem as informações digitais na forma do subitem 1.6.1”

E esse item diz: “1.6.1 As organizações devem prestar informações de segurança e saúde no trabalho em formato digital, conforme modelo aprovado pela STRAB, ouvida a SIT.”

Trocando em miúdos: as empresas que desejarem se beneficiar dessa isenção (atendendo aos critérios) devem emitir uma declaração de inexistência de risco, e isso será feito através de um site do governo (links no final desse post).

Foi esse site do governo que finalmente ficou pronto. Mas fique atento aos critérios. Porque antes de emitir a declaração de inexistência de risco você deverá atender 3 critérios. Todos esses critérios precisam ser preenchidos antes de emitir a DIR. A emissão da DIR sem que esses critérios sejam atendidos configura descumprimento das Normas Regulamentadoras, portanto, sujeito a multas.

Quais os critérios para isenção do PGR?

  1. A empresa precisa ser microempresa (ME) ou empresa de pequeno porte (EPP). Atenção, esse é um critério contábil. Para saber essa informação verifique o CNPJ no site da Receita ou pergunte ao contador da empresa.
  2. Precisa ser grau de risco 1 ou 2. A partir do CNPJ, encontre o CNAE e verifique na NR-04 (SESMT).
  3. Precisa ter feito o levantamento preliminar de perigos. E só quem pode fazer isso é o Profissional SST (técnico ou engenheiro de segurança do trabalho)

Todos os 3 critérios precisam ser atendidos. Se um deles não for atendido, a empresa não estará isenta do PGR.

O critério 3 é de longe o mais crítico. Será que algumas empresas que atendem aos critérios 1 e 2, mas não atendem ao critério 3, vão emitir a declaração de inexistência de risco?

Quem sabe dizer se uma empresa tem riscos químicos, físicos e biológicos? Não é o dono da empresa, não é o gerente de RH, não é o contador, etc. Quem sabe isso é o Profissional SST.

Basta que apenas 1 trabalhador esteja exposto a agente químicos, físicos e biológicos para que a empresa não seja mais isenta.

Então o problema principal aqui é que algumas empresas poderão agir de má fé e se auto declararem isentas, sem de fato sejam. Veremos.

Emitindo a declaração de inexistência de risco

Tem certas coisas que é muito mais fácil fazer em vídeo.

Então eu fui lá no site do GOV e fiz uma emissão da DIR para você ver como é.

Importante: para emitir a DIR você precisa ter um cadastro no GOV ponto BR.

O endereço do site é pgr.trabalho.gov.br, e pode ser que na primeira vez que você entrar precisa inserir login/senha, ou criar uma conta.

Depois de cumprida essa etapa de login, aparecerá uma imagem como abaixo:

declaração de inexistência de risco
Declaração de inexistência de risco 5

Nesse post vamos abordar somente a opção “Emitir Declaração de Inexistência de Risco”, deixando a opção da direita (elaborar PGR) para um outro post.

Como eu disse, achei melhor fazer um vídeo.

Dê um play no vídeo abaixo e veja como emitir.

Dicas de leitura adicionais

Site do GOV para emissão da DIR

Pendrive Especialista GRO/PGR

Verificação de CNPJ no site da Receita

Modelo de inventário de perigos do PGR