GRO x PGR: qual a diferença?🤔

“GRO x PGR ? Qual a diferença ? Não é a mesma coisa?”

Muita gente está com essa dúvida🤔 .

Então a pergunta de hoje está relacionada a entender a diferença entre GRO e PGR.

Eu sei de onde surgiu essa dúvida que é comum nos dias de hoje.

Durante muitos anos, tivemos a NR 9 cujo nome é PPRA.

O nome da norma é PPRA e a norma PPRA manda fazer um programa … chamado … PPRA!

Então o nome da norma e o nome do programa são iguais.

Com o novo texto da NR 1 que vai passar a valer a partir de março de 2021, o nome da norma será Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, ou, abreviadamente, GRO.

E essa norma, GRO, manda fazer um programa, cujo nome é Programa de Gerenciamento de Riscos, ou, abreviamente, PGR.

Então, a norma vai ser GRO e o programa PGR, já não é mais o mesmo nome.

Eu creio que daí que surgiu a dúvida.

E o GRO só manda fazer o PGR ?

O GRO manda fazer o PGR e outras coisas mais.

Quer ver como agora vc vai entender tudo?

Pensa assim.

Decora do jeito que vou te explicar agora.

O GRO é pai de 3 filhos.

O primeiro filho é o PGR. Ele é o primogênito.

O segundo filho é a AAT , ou seja, Análise de Acidentes de Trabalho.

O terceiro filho do GRO é o PAE, ou seja, Plano de Ação de Emergência.

Então resumindo, o GRO pariu o PGR, a AAT e o PAE.

Quando eu inventei esse jeito fácil de explicar , lembro que fiquei tão feliz, que até mandei fazer uma ilustração. Veja abaixo:

Ficou fácil agora?

Em resumo: o PGR é um programa de gerenciamento de riscos, e quando esse programa apresenta uma falha, vai ter que entrar em campo a AAT e PAE se necessário.

A AAT vai dizer onde o PGR falhou.

O PAE vai cuidar das situações emergenciais, que não são tratados no PGR, como primeiros socorros, combate a incêndios, controle de vazamentos, etc.

O PGR por sua vez é composto por dois documentos:

  • inventário de perigos e riscos
  • plano de ação de emergência

Tempos atrás eu cheguei a montar um modelo de inventário de perigos e riscos do PGR. Nele eu apresenta quais colunas a planilha do inventário precisa ter no mínimo.

Leia também:

Por que fazer análise de acidentes?

ART – Quem e quando devo emitir

ART significa Anotação de Responsabilidade Técnica.

É um documento que define quem, para efeitos legais, são os responsáveis técnicos por realizar contratos para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia ou Meteorologia.

Na área de Segurança do Trabalho, é comum empresas (contratantes) exigirem ART para prestadores de diversos serviços. Até tinha o caso da NR-12 antiga, quando era obrigatório o inventário de máquinas. Naquela época a NR-12 dizia que era obrigatório emitir ART para elaboração de tal documento.

Hoje em dia, não existe mais citação a ART em Norma Regulamentadora, entretanto, a empresa contratante do serviço de SST pode exigir, para se resguardar.

Na época do PPRA também era comum a emissão da ART. Acredito que com o PGR vai se manter a mesma tendência. Também é comum a solicitação de ART para outros serviços, como LTCAT, e os outros laudos, como insalubridade e periculosidade.

Novamente: isso não é uma imposição de NR, mas sim, uma exigência da contratante ou demais regulamentações.

A lei 6496/1977, lei que instituiu a ART, em seu artigo 2º estabelece que;

“§ 1º- A ART será efetuada pelo profissional ou pela empresa no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), de acordo com Resolução própria do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA). ”

Quando possuir vínculo contratual com pessoa jurídica, cabe ao profissional registrar a ART e à empresa/instituição o pagamento do valor correspondente a esse serviço.

Todos os profissionais legalmente habilitados que exercem suas profissões em organizações que executam obras ou serviços de engenharia, agronomia, geologia, geografia ou meteorologia, devem registrar ART.

A principal função da ART é comprovar a capacidade técnico-profissional garantindo a sociedade uma segurança técnica e jurídica para quem contrata e para quem é contratado.

Existem três tipos de ART:

I – ART de obra ou serviço

II – ART de obra ou serviço de rotina

III – ART de cargo ou função

ART de obra ou serviço: relativa à execução de obras ou prestação de serviços inerentes às profissões abrangidas pelo Sistema CONFEA/CREA.

ART de obra ou serviço de rotina: denominada ART múltipla, que especifica vários contratos referentes à execução de obras ou à prestação de serviços em determinado período.

E ART de cargo ou função: relativa ao vínculo com pessoa jurídica para desempenho de cargo ou função técnica.

Quanto à forma de registro, a ART pode ser classificada em:

I – ART inicial: utilizada nos casos de registro de um contrato escrito ou verbal de prestação de serviços técnicos ou execução de obra. A ART deve ser registrada antes do início da respectiva atividade técnica, de acordo com as informações constantes do contrato firmado entre as partes.

II – ART complementar, anotação de responsabilidade técnica do mesmo profissional que, vinculada a uma ART inicial, complementa os dados anotados nos seguintes casos
a) for realizada alteração contratual que ampliar o objeto, o valor do contrato ou a atividade técnica contratada, ou prorrogar o prazo de execução; ou
b) houver a necessidade de detalhar as atividades técnicas, desde que não impliquem a modificação da caracterização do objeto ou da atividade técnica contratada.

III – ART de substituição, anotação de responsabilidade técnica do mesmo profissional que, vinculada a uma ART inicial, substitui os dados anotados nos casos em que:

a) houver a necessidade de corrigir dados que impliquem a modificação da caracterização do objeto ou da atividade técnica contratada; ou

b) houver a necessidade de corrigir erro de preenchimento de ART.

Quanto à participação técnica, a ART de obra ou serviço pode ser classificada da seguinte forma:

I – ART individual – indica que a atividade, objeto do contrato, é desenvolvida por um único profissional;

II – ART de coautoria – indica que uma atividade técnica caracterizada como intelectual, objeto de contrato único, é desenvolvida em conjunto por mais de um profissional de mesma competência;

III – ART de corresponsabilidade, que indica que uma atividade técnica caracterizada como executiva, objeto de contrato único, é desenvolvida em conjunto por mais de um profissional de mesma competência; e

IV – ART de equipe – indica que diversas atividades complementares, objetos de contrato único, são desenvolvidas em conjunto por mais de um profissional com competências diferenciadas.

A falta da ART sujeitará o profissional ou a empresa à multa prevista na alínea “a” do Art. 73 da lei 5194/1966.

Links úteis:

Confea : http://www.confea.org.br/

lei 6496/1977 : http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6496.htm

lei 5194/1966 : http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5194.htm

Visite o CREA do seu Estado para mais informações sobre emissão de ART.

Leia também:

Documentos de segurança do trabalho que todo Profissional SST precisa conhecer

Fator de queda

Quando pensamos em trabalho em altura, logo vem em mente o talabarte, o cinto paraquedista, o trava quedas, e uma série de outros itens que formam o aparato de segurança. Mas existem muitos outros elementos importantes em um sistema de segurança para trabalhos em altura. E um destes detalhes é o fator de queda (FQ).

Você, Profissional SST, precisa entender esse conceito, para usar no momento apropriado. Seja como supervisor de um trabalho em altura, ou seja como instrutor.

[AVISO: o caso que vou abordar é o mais simples, pois o objetivo hoje é apresentar o conceito do FQ. Na prática, o uso de outros itens como o absorvedor de energia, o trava quedas deslizante, além de configurações de projeto, podem exigir procedimentos de trabalho específicos.]

Para que você possa aprender e depois explicar esse conceito, mandei fazer essa imagem ilustrativa que acompanha esse texto.

E se você é do tipo que corre de matemática, é melhor abrir sua calculadora, pode ser a do celular mesmo, pois vamos fazer uns cálculos.

O FQ é a altura da queda dividido pelo tamanho do talabarte ou corda.

O ideal é que o Fator de Queda seja menor do que 1

Na figura estão ilustrados 3 exemplos.

O tamanho do talabarte ou corda é 1,5 metros em todos os 3 casos mostrados.

O que vai mudar é a altura de queda. Observe a imagem e veja os cálculos do FQ.

Detalhe: a abertura do absorvedor de energia não é usada nestes cálculos.

Para garantir um FQ = 1, o ponto de ancoragem deve estar na mesma altura da conexão

com o cinturão de segurança. Se estiver mais elevado o FQ será menor do que 1 (bom). Se estiver mais abaixo, o FQ será maior do que 1 (nada bom).

Resumo: o FQ é um dos elementos que devem ser considerados no planejamento e montagem do sistema de segurança para retenção de queda de trabalhadores.

Se o FQ não for respeitado, o trabalhador pode sofrer contusões e rompimento de órgãos internos.

E aí, ajudou a entender o fator de queda? Quais são suas dúvidas sobre trabalho em altura? Manda para mim!

Tenha um ótimo dia!

Herbert Bento da Escola da Prevenção

(dica: clique sobre o botão direito do mouse sobre a imagem abaixo e salve no seu computador. Compartilhe a vontade)

fator de queda
Fator de queda

Empilhadeiras e o Profissional SST

Qualquer Profissional SST irá, mais cedo ou mais tarde, se deparar com empilhadeiras.

Quando essa hora chegar, se ainda não chegou, você deve saber o mínimo do que precisa exigir para estar 100% de acordo com a NR-11.

Somente os trabalhadores treinados e autorizados podem operar empilhadeiras.

O operador deve portar crachá visível e em perfeito estado de conservação:

“só poderão dirigir se durante o horário de trabalho portarem um cartão de identificação, com o
nome e fotografia, em lugar visível. “

O crachá tem validade de 1 ano. Também tem validade de 1 ano o exame ocupacional que deverá ser refeito anualmente, tendo o médico a ciência das funções exercidas pelo profissional. Assim, ele poderia providenciar os exames apropriados para a função.

Outro ponto importante é o checklist diário.

Você, como Profissional SST, deve verificar se o operador faz a inspeção diária do equipamento e onde faz o registro desta atividade.

Se não existir esse procedimento você deverá implementá-lo.

O manual da empilhadeira pode ajudar a definir os itens a serem inspecionados, mas em geral, pode incluir: buzinas, freios, pneus, vidros, retrovisores, avisos sonores, e muitos outros mais.

As empilhadeiras devem ser correta e adequadamente verificadas todos os dias, e caso algum problema seja detectado, o reparo deve ser imediato. Jamais deixe para consertar o problema outra hora, pois desse jeito sua vida e a de outras pessoas corre perigo.

A área de movimentação de empilhadeiras deve ser bem sinalizada. Deve-se evitar que pessoas estranhas ao setor transitem por ali.

Para finalizar, vou deixar como leitura adicional um DDS sobre esse tema, lá do site DDS Online.

DDS sobre segurança na operação de empilhadeira

Você pode compartilhar esse DDS a vontade.

Vou deixar também a imagem abaixo para você salvar e compartilhar a vontade.

Clique com o botão direito do mouse sobre a imagem para salvar no computador. Depois compartilhe a vontade.

Tenha um ótimo dia!

Herbert Bento da Escola da Prevenção

Inventário de máquinas

Vamos falar de inventário de máquinas? Comece imaginando a seguinte situação.

Uma norma regulamentadora (NR) dizia que a empresa era obrigada a cumprir determinado requisito.

Então essa NR é revisada, e a tal obrigação desaparece.

O que você faz?

Opção a) para de fazer imediatamente

Opção b) continua fazendo do jeito que sempre fez

Opção c) continua fazendo, mas de um jeito mais simples

Foi isso que aconteceu com o inventário de máquinas na

NR-12 – SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.

Como era a NR-12 em 2010?

“12.153. O empregador deve manter inventário atualizado das máquinas e equipamentos com identificação
por tipo, capacidade, sistemas de segurança e localização em planta baixa, elaborado por profissional
qualificado ou legalmente habilitado.”

“12.153.1. As informações do inventário devem subsidiar as ações de gestão para aplicação desta Norma.”

“12.154. Toda a documentação referida nesta norma, inclusive o inventário previsto no item 12.153, deve
ficar disponível para o SESMT, CIPA ou Comissão Interna de Prevenção de Acidentes na Mineração –
CIPAMIN, sindicatos representantes da categoria profissional e fiscalização do Ministério do Trabalho e
Emprego.”

Todo esse trecho acima, que está na versão 2010 da NR-12, foi eliminado. O trecho trazia a obrigatoriedade do inventário, com a necessidade de se ter uma planta baixa indicando aonde estavam as máquinas e outras exigências.

A NR-12 versão 2019 não fala de inventário de máquinas

Isso quer dizer que não precisa mais fazer?

Não é obrigado a fazer, mas…

… como você, Profissional SST, vai fazer a Gestão da NR-12 sem nem saber quais as máquinas tem na empresa???

Então, o inventário é o primeiro passo da Gestão da NR-12.

Para que você saiba quais máquinas tem na empresa e aonde elas estão.

Agora: cada empresa pode fazer o inventário como achar melhor!!!

Se ter uma planta baixa ajuda, tudo bem.

Se uma simples planilha Excel resolve, tudo bem.

Faça do jeito que achar melhor, mas faça o inventário de máquinas.

Faz sentido para você?

Desejo a você uma semana incrível.

Herbert Bento da Escola da Prevenção.

NR-12 no site da ENIT

Quais máquinas que não se aplica a NR 12?

(Video) Profissionais de Movimentação de Carga

Sabemos que a movimentação de cargas é uma atividade essencial na economia.

Porém, sabemos também que elas envolvem operações muito perigosas.

Os profissionais que operam os equipamentos de movimentação de cargas precisam ser preparados para exercer com segurança suas atividades.

Mas, afinal, quem são os profissionais de movimentação de cargas?

Além do conhecido operador de empilhadeira, que outras funções existem?

Para ajudar a responder essa pergunta, fiz um vídeo e acabei de postar em nosso canal do Youtube.

Dê play no vídeo abaixo e assista:

(NR-36) Capacitação dos Superiores Hierárquicos

Chegamos ao fim do ciclo 2 da série #umanrpordia 

Como tenho feito nos últimos posts, vamos falar da capacitação na NR 36.

Podemos encontrar os requisitos no item 

“36.16 Informações e Treinamentos em Segurança e Saúde no Trabalho”

A área de frigoríficos apresenta um índice elevado de acidentes.

Por isso existe essa NR específica que detalha os requisitos dos treinamentos.

Vejamos

“36.16.1 Todos os trabalhadores devem receber informações sobre os riscos relacionados ao trabalho, suas causas potenciais, efeitos sobre a saúde e medidas de prevenção.”

De forma um tanto quanto inédita, a NR 36 vai dizer que:

“36.16.1.1 Os superiores hierárquicos, cuja atividade influencie diretamente na linha de produção operacional devem ser informados sobre:”

Ou seja, está claro que os superiores devem conhecer os riscos. 

Isso para mim é inédito em NR. Interessante!

E o que os chefes tem que saber?

Vejamos

“a) os eventuais riscos existentes;

b) as possíveis consequências dos riscos para os trabalhadores;

c) a importância da gestão dos problemas;

d) os meios de comunicação adotados pela empresa na relação empregado-empregador.”

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Herbert Bento da Escola da Prevenção

(NR-35) Capacitação

Estamos quase terminando o clico 2 da série #umanrpordia

Hoje vamos falar dos requisitos de capacitação da NR 35 (trabalho em altura).

👀 Vejamos o que diz a NR:

“35.3.2 Considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele que foi submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas, cujo conteúdo programático deve, no mínimo, incluir:”

👷 Eu penso que 8 horas para treinamento de trabalho em altura é insuficiente em algumas situações.

Mas a NR estabelece os requisitos mínimos.

Então se for necessário, acrescente mais horas. 🕐

O conteúdo é o seguinte:

a) normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura;
b) análise de risco e condições impeditivas;
c) riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle;
d) sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva;
e) EPI para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso;
f) acidentes típicos em trabalhos em altura;
g) condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros.

🚨 A L E R T A

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Herbert Bento da Escola da Prevenção

(NR-33) Capacitação

Seguindo adiante com a nossa série #umanrpordia 

Hoje vamos falar da NR-33 que trata dos espaços confinados.

Essa norma prevê 4 funções que devem ser exercidas:

  • responsável técnico
  • supervisor de entrada
  • vigia
  • trabalhador autorizado

Veja, a única função cuja capacitação não é detalhada na NR-33 é o responsável técnico.

Pois presume-se que será o Profissional SST que irá exercer (técnico, tecnólogo ou engenheiro de ST).

Veja o conteúdo da formação do vigia e trabalhador autorizado:

“a) definições;

b) reconhecimento, avaliação e controle de riscos;

c) funcionamento de equipamentos utilizados;

d) procedimentos e utilização da Permissão de Entrada e Trabalho; e

e) noções de resgate e primeiros socorros”

No caso do supervisor, além dos conhecimentos acima, deverá constar também:

“a) identificação dos espaços confinados;

b) critérios de indicação e uso de equipamentos para controle de riscos;

c) conhecimentos sobre práticas seguras em espaços confinados;

d) legislação de segurança e saúde no trabalho;

e) programa de proteção respiratória;

f) área classificada; e

g) operações de salvamento.”

A V I S O 

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(NR-23) Top 5 NBRs segundo a ABNT

(tempo de leitura = 1 minuto)

Hoje vamos falar da NR-23 – PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

Se você nunca olhou para a NR-23, saiba que ela só tem 1 página.

Por que um assunto tão importante e uma NR com só 1 página?

A resposta está logo no primeiro item, vejamos:

“23.1 Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis.”

Ou seja, a NR-23 manda seguir a legislação estadual. Cada estado tem (ou deveria ter) a sua legislação específica.

A NR-23 também manda seguir as normas técnicas aplicáveis, que são as NBR da ABNT.

(se seu estado não tiver legislação sobre o tema, valem então as NBRs)

Mas quais seriam essas normas técnicas aplicáveis?

Fui no meu ABNTColeção e pesquisei pela palavra chave “incêndio”.

Vieram 106 resultados. 

E com certeza tem mais do que isso em outras palavras chave indiretamente relacionadas.

Com certeza é bem difícil escolher as principais. 

Foi então que descobri uma coletânea sugerida pela própria ABNT com o nome “Coletânea Eletrônica de Normas Técnicas – Segurança Contra Incêndio”

Então trago para você as top 5 NBRs relevantes sobre segurança contra incêndio segundo a ABNT.

  • NBR 14277 – Instalações e equipamentos para treinamentos de combate a incêndio e resgate técnico – Requisitos e procedimentos
  • NBR 14608 – Bombeiro profissional civil
  • NBR 14276 – Brigada de incêndio e emergência – Requisitos e procedimentos;
  • NBR 15219 – Plano de emergência — Requisitos e procedimentos
  • NBR 16820 – Sistemas de sinalização de emergência — Projeto, requisitos e métodos de ensaio

Precisa de documentos e treinamentos prontos de SST?

Talvez tenha o que você precisa nos Pendrives de Segurança do Trabalho:

Pendrive GRO/PGR

Pendrive NR 12

Pendrive NR 18

Pendrive NR 33

Pendrive SST 2021

(NR-22) Mineração e seus riscos

Vamos dar continuidade a nossa série #umanrpordia e hoje vamos falar da 

NR-22 – SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL NA MINERAÇÃO

Mineração é a atividade dedicada a extração e beneficiamento de minerais existentes em rochas e no subsolo.

Todo Profissional SST já deve imaginar que é uma atividade repleta de riscos.

Vejamos exemplos de riscos da mineração (lista não exaustiva).

Riscos químicos:

  • poeiras minerais (causada pela movimentação dos solos e rochas)
  • fumos metálicos (gerados nas atividades de solda e corte, e também moagem, britagem e fundição)
  • gases (como o metano, gerado nas minas de carvão)

Riscos físicos:

  • calor (tanto minas a céu aberto quanto subterrâneas)
  • ruído (uso de marteletes, perfuratrizes e nas operações de britagem

Riscos biológicos

  • fungos e bactérias devido à condições de higiene precárias no interior das minas

Riscos de acidentes

  • desmoronamento e queda de blocos
  • trasmissão de força das máquinas pesadas sem a devida proteção (NR-12)
  • incêndio e explosão
  • choque elétrico (cabeamento interno nas minas junto com umidade)

Riscos ergonômicos

  • postura inadequada (percurso em galerias muito baixas ou estreitas)
  • iluminação deficiente
  • esforço físico excessivo como em quebra manual de rochas

Esses são exemplos de alguns riscos típicos nas atividades de mineração.

Que outros riscos você poderia apontar nesta atividade?

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(NR-20) 6 tipos de capacitação

Vamos dar continuidade a nossa série #umanrpordia e hoje vamos falar da 

NR-20 

SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO COM INFLAMÁVEIS E COMBUSTÍVEIS

Segundo essa norma, são 6 os tipos de capacitação que devem ser ministrados.

A definição do tipo de treinamento a ser aplicado vai depender de alguns fatores.

Vejamos o que diz a norma:

“20.12.2 O tipo de capacitação exigida está condicionada à atividade desempenhada pelo trabalhador, à classe da instalação e ao fato do trabalhador adentrar ou não na área e manter ou não contato direto com o processo ou processamento.“

Por exemplo:

a) operador de manutenção, em instalação classe I deve receber treinamento intermediário de 12 horas

b) trabalhador em atividade pontual e de curta duração, em instalação classe III deve receber treinamento básico de 8 horas

c) profissional SST, em instalação classe II deve receber treinamento específico com 14 horas

Ainda no Anexo I desta NR, está discriminado os tópicos que devem ser ministrados.

Por exemplo:

“Conteúdo programático

a) Curso de Iniciação sobre Inflamáveis e Combustíveis

Carga horária: 3 horas

1. Inflamáveis: características, propriedades, perigos e riscos;

2. Controles coletivo e individual para trabalhos com inflamáveis;

3. Fontes de ignição e seu controle;

4. Procedimentos básicos em situações de emergência com inflamáveis.”

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Herbert Bento da Escola da Prevenção

(NR-18) A obra já começou. Faço PCMAT ou PGR?

(tempo de leitura = 1 minuto e 40 segundos)

A NR-18 atende pelo seguinte nome 

SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

Quero chamar a atenção para o novo texto, que vai começar a valer em 2021.

Preste atenção nesta data: 

02/08/2021

Todas as novas obras que iniciarem a partir desta data já deverão apresentar o PGR. Ou seja, não será mais aceito o PCMAT.

Obras que iniciaram antes, podem manter o PCMAT. Nesses casos não será necessário mudar para o PGR no meio da obra.

Vejamos

“18.4.1 São obrigatórias a elaboração e a implementação do PGR nos canteiros de obras, contemplando os riscos ocupacionais e suas respectivas medidas de prevenção.”

E o que deve ter no PGR da obra?

Vejamos

“18.4.3 O PGR, além de contemplar as exigências previstas na NR-01, deve conter os seguintes documentos:

a) projeto da área de vivência do canteiro de obras e de eventual frente de trabalho, em conformidade com o item 18.5 desta NR, elaborado por PLH;

b) projeto elétrico das instalações temporárias, elaborado por PLH;

c) projetos dos sistemas de proteção coletiva elaborados por PLH; 

d) projetos dos Sistemas de Proteção Individual Contra Quedas (SPIQ), quando aplicável, elaborados por PLH;

e) relação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e suas respectivas especificações técnicas, de acordo com os riscos ocupacionais existentes.”

Onde PLH significa Profissional Legalmente Habilitado

E também…

“18.4.3.1 O PGR deve estar atualizado de acordo com a etapa em que se encontra o canteiro de obras.”

Então, com base na NR, chegamos a seguinte conclusão: se a obra começar antes de 02/08/2021, faça o PCMAT e não precisa fazer o PGR. Agora, se a obra começar depois desta data, então já faça o PGR.

Precisa de documentos e treinamentos prontos de SST?

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Pendrive NR 12

Pendrive NR 18

Pendrive NR 33

Pendrive SST 2022

(NR-17) Esgotamento mental do operador de teleatendimento

Dando continuidade a nossa série #umanrpordia , hoje trataremos da 

NR-17 atende pelo seguinte nome

ERGONOMIA

Essa norma possui o Anexo II só para tratar dos operadores de telemarketing e teleatendimento.

Faz todo sentido.

Porque estes trabalhadores possuem uma rotina diferenciada, e com riscos característicos.

Vejamos:

“1. O presente Anexo estabelece parâmetros mínimos para o trabalho em atividades de teleatendimento/telemarketing nas diversas modalidades desse serviço, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente.”

Existem relatos, por parte destes profissionais, de esgotamento mental, tristeza e sensação de impotência.

Muitas vezes, diante de palavras agressivas dos clientes, tais profissionais precisam manter o “script” sem perder a compostura, mantendo uma entonação de voz determinada pela empresa.

Além disto, o operador deve atender determinadas “metas”:

  • quantidade de atendimentos por turno 
  • notas das avaliações feitas pelos clientes
  • tempo médio de atendimento

Existem relatos também de operadores com metas de vendas de pacotes de serviços.

É muito comum no setor de telecomunicações a seguinte situação: o cliente liga para fazer uma reclamação e tirar uma dúvida, e, ao finalizar o atendimento, o operador oferece um pacote de dados por exemplo.

Nesses casos é bastante comum que o operador tenha uma meta de vendas a cumprir, além de todas as exigências já impostas pela função.

Tudo isso gera um desgaste emocional. Não são todas as pessoas que conseguem lidar bem com esse tipo de trabalho.

Para mais detalhes, recomendo a leitura do Anexo II da NR-17.

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Herbert Bento da Escola da Prevenção

(NR-16) Periculosidade não tem fim, insalubridade sim

Ontem falamos da NR-15 e hoje vamos tratar da NR-16, na nossa série #umanrpordia 

A NR-16 atende pelo seguinte nome:

ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS

Na teoria, a insalubridade coloca em risco a saúde do trabalhador, de forma contínua, enquanto não for neutralizada ou eliminada.

Já a periculosidade coloca em risco a vida, de forma imediata.

As atividades perigosas são aquelas previstas nos anexos da NR-16.

  • Anexo I – trabalho com inflamáveis
  • Anexo II – trabalho com explosivos
  • Anexo III – atividade profissional de segurança patrimonial ou pessoal
  • Anexo IV – energia elétrica
  • Anexo V – motociclistas
  • Anexo * – trabalho com substâncias radioativas

Deve-se analisar atentamente os anexos para confirmar se a atividade atende aos enquadramentos previstos na NR-16.

Esse artigo é apenas um resumo que dá um quadro geral, embora existam detalhes que só podem ser observados nos anexos pertinentes.

A periculosidade é uma característica da atividade, e não pode ser eliminada ou reduzida, como seria o caso da insalubridade.

Por isso o título deste texto é :

“Periculosidade não tem fim, insalubridade sim”

Então, mesmo se adotadas todas as medidas de segurança, como em um posto de combustíveis por exemplo, mesmo assim o pagamento  do adicional de periculosidade não vai cessar.

O adicional nesse caso é único, de 30%, incidente sobre o salário base (descontando-se gratificações, prêmios, participação nos lucros, etc).

A L E R T A

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