Como você está estruturando o documento-base do PPRA?

Vou revelar o que eu considero ser a estrutura ideal.

Siga essa sequência de 21 partes e as chances são que no final você terá um documento-base à prova de multas.

Além disso, quero te mostrar também que fazer PPRA é igual a aprender a tocar violão

😀

Mas vamos começar pelo documento-base …

Esse documento é importante por vários motivos:

  • você precisará mostrá-lo ao Auditor Fiscal do Trabalho (no caso de fiscalização)
  • serve de referência pra consulta, uma fez que é uma “fotografia” de como a empresa está na área de SST
  • precisa ser guardado por 20 (!!!) anos
  • serve de material de referência pro médico que irá gerenciar o PCMSO
  • contém o cronograma de ações pra melhoria das condições de trabalho

Há vários motivos pra se fazer um bom documento-base e esses são os mais importantes.

Antes de apresentar as 21 partes quero deixar claro algumas coisas …

O PPRA é um programa.

Ou seja, é algo contínuo.

PPRA não é laudo.

PPRA não é papel.

Porém, é muito comum, pensarmos que o PPRA “é” o documento-base.

O documento-base é apenas um registro impresso!!

E, do ponto de vista da fiscalização, o documento-base é a primeira evidência de que a empresa tem o PPRA.

Digo primeira, porque se as ações previstas no PPRA não forem executadas e se não houverem provas, isso gerará problema do mesmo jeito.

Mas, sem um bom documento-base, aí “a coisa fica feia”.

Bem, mas qual a estrutura ideal do documento base?

É isso que você verá agora:

  1. capa
  2. índice
  3. denominação do documento-base
  4. introdução
  5. objetivo
  6. participação da CIPA
  7. reavaliação
  8. apresentação
  9. responsabilidades
  10. antecipação e reconhecimento dos riscos
  11. avaliação quantitativa
  12. prioridades
  13. medidas de controle
  14. monitoramento
  15. planejamento
  16. estratégia
  17. formas de registro
  18. treinamento e desenvolvimento
  19. conclusão
  20. referências bibliográficas
  21. anexos

Essa é a forma mais completa e que reduz as chances de você esquecer alguma coisa.

Quero também te dar algumas dicas sobre algumas partes específicas.

Na capa (parte 1), é muito importante colocar os dados da empresa: nome, razão social, endereço, CNPJ, e o NUNCA ESQUECER da data de elaboração !!!

Na parte 6, é muito imporante deixar claro que a CIPA foi envolvida, porque isso é exigido na NR-9.

DICA: coloque a ata de reunião da CIPA, onde foi discutido o PPRA, como anexo na parte 21.

Na parte 8, de apresentação, é importante citar o nome do responsável pelo PPRA e de sua equipe, caso exista.

Se o responsável for o TST ou EST, colocar os números de registro no MTE ou conselho.

Se o PPRA tiver sido realizado por empresa terceira, colocar os dados da mesma e da equipe envolvido no projeto.

Na parte 16, estratégia, é muito comum gerar confusão.

O que seria essa estratégia?

Nessa parte, vamos reservar pra tratar ações mais complexas.

Por exemplo, se você tiver uma ação no seu cronograma que envolva múltiplas área da empresa, você pode usar essa parte pra detalhar melhor como será implementado.

Essas são as 21 partes pra fazer o documento-base à prova de balas.

Ah sim …

Quase ia esquecendo de falar sobre as semelhanças entre fazer PPRA e aprender violão.

Amigo…

é o seguinte…

Pra você aprender PPRA você precisa “colocar a mão na massa” !

Embora você pode ler livros ou fazer cursos sobre isso, você só vai sair do zero quando começar.

É igual violão … não tem como ficar só na teoria entendeu ?

Então minha dica pra você é : COMECE !

Gostou desse artigo?

Deixe abaixo o seu comentário!


Herbert Bento
Herbert Bento

Esse artigo foi publicado pela Equipe da Escola da Prevenção. Gostaria de debater conosco sobre esse assunto? Clique aqui e curta nossa página no Facebook ou Clique aqui e se inscreva no nosso canal no Youtube. Ou venha conversar conosco no Grupo Elite da SST no WhatsApp.