Como Fazer Hierarquia de Segurança nos Trabalhos em Altura?

A norma NR-35 inovou em alguns aspectos.

Uma das inovações é o que a norma chama de hierarquia das medidas de segurança.

Às vezes, nós seres humanos, nos acostumamos tanto a fazer as coisas de um determinado jeito, que deixamos de pensar em soluções “fora da caixa”.

Então a NR-35, inova porque propõe que, antes de se planejar como será feita a tarefa, que se tenta trazer o trabalho em altura para o nível do solo, eliminado assim o risco na raiz.

Ou seja, ao invés de deslocar o trabalhador do nível do solo para a altura, traz-se o trabalho da altura para o solo.

Obviamente, nem sempre isso é possível, porém, o simples fato de propor isso já dá tom de inovação na NR-35.

Já existem sistemas que permitem baixar luminárias para que se faça a troca no nível do solo.

E cada vez mais soluções desse tipo tendem a ser implementadas.

Esse seria o nível mais alto da hierarquia: eliminar o risco na raiz.

Não sendo possível, passamos para as medidas de ordem coletiva: os EPC, ou equipamentos de proteção coletiva.

Se será usado um EPC ou EPI isso vai depender de uma série de fatores.

Por exemplo:

  • características do local,
  • quantidade de pessoas envolvidas,
  • frequência da atividade
  • tempo de permanência no local
  • capacitação das pessoas envolvidas
  • equipamentos adequados
  • etc.

Os sistemas coletivos são melhores porque independem da ação do trabalhador.

Mesmo que o trabalhador não use ( ou use incorretamente ) o EPI, o sistema EPC irá atuar.

rede-de-protecao-nr-35Exemplos de EPC são as redes de proteção.

Então o EPC é o segundo na hierarquia.

Se não for possível, então partiremos para o EPI.

Em se tratando dos EPIs podemos dividir os elementos que o compõem em 3:

  • cinturão
  • elemento de união
  • dispositivo de ancoragem

Quando chegamos nesse ponto do uso do EPI, é muito importante a qualificação do trabalhador.

Treinamento Ederson DedaEste precisa entender que sem o dispositivo de ancoragem, ele não está seguro.

Tem trabalhador que pensa que apenas o uso do cinto já o deixa protegido!

Vejamos os tipos de sistemas utilizados com equipamento de proteção individual para trabalho em altura são:

“Sistema de restrição de movimentação:

Este sistema está localizado dentro da hierarquia de proteção de queda como uma medida que elimina o risco da queda.

O sistema é formado por um cinturão (paraquedista preferencialmente), um talabarte e um dispositivo de ancoragem que quando utilizados corretamente impedem o trabalhador de atingir um local onde existe o risco de queda.

Sistema de retenção de queda:

Uma vez que não seja possível eliminar o risco de queda deve ser adotado um sistema que minimize o tamanho e as conseqüências de uma queda.

O sistema de retenção de queda é formado por um cinturão paraquedista (obrigatoriamente), um talabarte de segurança para retenção de queda ou um trava-queda e um dispositivo de ancoragem.

O sistema deve dispor de um meio de absorção de energia para limitar as forças geradas no trabalhador e também proteger a ancoragem.

Sistema de posicionamento no trabalho:

Este sistema constituído de um cinturão de posicionamento, talabarte de posicionamento e ancoragem funciona como suporte primário do trabalhador que sempre deve ser utilizado junto a um sistema de retenção de queda.

O sistema de posicionamento oferece suporte parcial ou total para o trabalhador executar sua tarefa de forma estável e segura e é tido como suporte primário, caso este suporte primário venha a falhar o sistema em paralelo de retenção de queda será requisitado.

NR 35 - Trabalho Em AlturaSistema de acesso por corda:

É o sistema mais exigente e quem atua na área deve cumprir uma longa formação que fornece amplo suporte para atuação nas mais diferentes situações.

Um profissional de acesso por corda pode atuar com segurança dentro dos demais sistemas, já um trabalhador capacitado apenas na utilização de sistemas de retenção de queda não deve realizar técnicas de acesso por corda sem a formação adequada.

Este sistema também é chamado de técnica de acesso por corda.”

(Fonte: HoneyWellSafety.Com)

Para finalizar esse artigo sobre hierarquia das medidas de segurança, vamos frisar um ponto importante: o RESGATE.

Sempre que houve um trabalho em altura, o resgate apropriado deve estar disponível.

Quando for feita a análise de risco, o resgate deve ser considerado.

Ele deve também fazer parte do treinamento a ser realizado pelo profissional.

Todo profissional envolvido com NR-35 deve buscar se aprofundar nesse tema.

Trabalhos em altura são grande gerador de acidentes e só com formação qualificada será possível melhorar esses indicadores.

Créditos das fotos: Ederson Deda (http://sstemfoco.com)

Baixe O Treinamento Análise de Acidente Em Altura

Veja como o uso de EPI em estado inapropriado pode levar a um acidente fatal. Esse documento em formato PDF pode ser usado nos seus treinamentos. Total de 41 páginas. Formato PDF (abre em computador, tablet ou smartphone). Contém cenas reais do acidente (cenas fortes). Ideal para quem aplica treinamentos de NR 35.

Clique Aqui Para Baixar Gratuitamente

About The Author

HerbertBento

Sou Engenheiro Químico e Mestre em Administração de Empresas, ambos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Segurança do Trabalho entrou na minha vida em outubro de 2008 quando fui convidado a criar o DDS Online. De lá para cá, nunca parei. Gosto de ensinar assuntos difíceis de forma descomplicada.

Leave A Response

* Denotes Required Field